Beatriz, a prendinha que saiu pilchada da maternidade

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O tradicionalismo arraigado nas famílias, vem de berço. Os núcleos familiares que mantém as tradições acabam passando esse amor pela cultura, desde o nascimento, para os filhos. É o caso da mais nova alegretense, Beatriz Carvalho da Silva, que veio ao mundo no último dia 19 de maio, às 8h39min, pesando 4.380kg e 50cm, com gestação de 39 semanas.

Filha de Romeu Santos Batista da Silva e Andressa Oliveira Carvalho da Silva, pais apaixonados pelo tradicionalismo, orgulhosos, prepararam a saída da maternidade da mais nova prendinha da família. Beatriz saiu da Santa Casa, linda, com vestido de prenda semelhante ao da mãe, Andressa, em seu casamento, que também foi assim.

“Eu, como mãe, irei incentivá-la a cultuar à tradição, que foi passada da minha família para mim. Irei passar para ela, pois a nossa cultura deve sempre se manter viva nas novas gerações, revivendo experiências, recordando vivências e mantendo o respeito por nossa história.

Pretendo incentivar ela à dançar no CTG e participar das atividades lá desenvolvidas na entidade, para praticar atividades de movimento e criar uma rotina para ela se desenvolver uma criança saudável e responsável, assim como eu fui desenvolvida na minha infância. Também sempre vamos para zona rural visitar alguns familiares, onde pretendemos levá-la para respirar o ar puro no campo e conviver com a natureza” – disse Andressa.

A mamãe que foi prenda por toda a sua infância, sempre esteve envolvida no tradicionalismo. Desde criança frequentou CTG e dançou na invernada por 15 anos. A família também sempre a incentivou a estar no tradicionalismo por ser uma cultura saudável e onde se pode criar muita responsabilidade e compromisso, comentou.

Andressa e Romeu estão juntos há seis anos e, desde o início do namoro ele passou a gostar do tradicionalismo e sempre a acompanhou. O que faz do casal, amante da tradição.

Dia 9 de novembro de 2019, o enlace matrimonial foi no Casamento Coletivo e o casal não passou despercebido e se destacou entre os demais casais com o traje, a tradicional pilcha gaúcha. Andressa diz que sempre foi um sonho e quando surgiu a data do casamento, ela e o esposo conversaram e decidiram que seria mais rentável se investissem em trajes que iriam usar muito mais que alugar as roupas de noivos e não ficar com nenhuma lembrança.
Depois do casamento, eles receberam a notícia que estavam “grávidos”. Já tínhamos conversado sobre ter um filho, mas os planos seriam para o próximo ano, mas, Deus achou que já estávamos preparados e nos mandou nosso presente esse ano mesmo. Desde o dia que soube da gravidez, a primeira coisa que fiz foi comprar uma alpargata para ter uma lembrança e também contar a novidade para a família. Depois já começamos a planejar a saída da maternidade que seria semelhante a nossa roupa do casamento, então, quando descobrimos que era uma menina, a Beatriz, já encomendamos para minha tia, que é costureira, o tradicional vestido de Prenda”- disse a mãe.

A tradição e o amor pelas raízes é algo que vem de berço, cultivado e ensinado desde o nascimento. Desta forma, Andressa, destaca que o tradicionalismo preserva valores éticos, relacionados à solidariedade e à família O amor  pela tradição gaúcha vem sendo cultivado geração após geração. O apoio incondicional da família foi fundamental para que ela tivesse sucesso em sua trajetória enquanto prenda e, desta forma, quer demonstrar esse amor à Beatriz.

 

Flaviane Antolini Favero


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