Cooperativas do RS crescem 6,4% e faturam R$ 52,1 bilhões em 2020

Em 2020, as cooperativas gaúchas faturaram R$ 52,1 bilhões, de acordo com o levantamento divulgado no relatório Expressão do Cooperativismo Gaúcho 2021

Unidade industrial em Alegrete
Unidade industrial em Alegrete

Considerado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como um modelo econômico e social que gera e distribui riquezas de maneira justa para cada associado, o cooperativismo está presente em mais de 100 países. Estima-se que pelo menos 12% das pessoas no mundo estão associadas a uma das 3 milhões de cooperativas do planeta, de acordo com a Aliança Cooperativa Internacional.

Em 2020, as cooperativas gaúchas faturaram R$ 52,1 bilhões, de acordo com o levantamento divulgado no relatório Expressão do Cooperativismo Gaúcho 2021, realizado pela Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocergs), e os resultados não foram apenas financeiros.

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“A pandemia nos trouxe um pedido de coletividade e cooperação em todos os sentidos. A cooperação une as pessoas durante os períodos de crises”, afirma Vergilio Perius, presidente do Sistema Ocergs.

E essa união se mostra em números: segundo o relatório, o número de associados às 455 cooperativas gaúchas passou de 2,97 milhões para 3,06 milhões no ano passado.

“Cidades que possuem cooperativas percebem que a saúde e a educação avançaram e que há uma participação mais objetiva da comunidade. Isso chama atenção para a funcionalidade do sistema de cooperativismo”, destaca Perius.

Para o presidente do Sistema Ocergs, Vergilio Perius, o cooperativismo é o caminho para unir desenvolvimento econômico e social, produtividade e sustentabilidade, individual e coletivo. E essa potência mais uma vez mostrou resultados positivos em diversos indicadores.

De acordo com o levantamento, no último ano, o crescimento registrado nas sobras apuradas foi de 22,5%, alcançando o valor de R$ 2,9 bilhões. As cooperativas no Rio Grande do Sul geraram R$ 2,1 bilhões de tributos, destes, R$ 1,1 bilhão foram tributos estaduais e R$ 1 bilhão em tributos federais. Os tributos destinados aos municípios foram de R$ 80 milhões. Outro indicador que o cooperativismo trouxe resultados foi na geração de empregos. 

“É um número extremamente significativo já que os empregos reduziram no Rio Grande do Sul devido à pandemia. As cooperativas, sobretudo as cooperativas agroindustriais, de saúde e de crédito, investiram em infraestrutura e trouxeram conforto aos gaúchos”, afirma Perius.

No acumulado referente à 2020, o saldo de empregos de carteira assinada nas cooperativas foi de 3.683, o que significa uma variação relativa de 5,7%. O aumento no número de postos de trabalho no setor, que registrou 68.303 empregos diretos em 2020, faz contraste aos números do Rio Grande do Sul. O estado obteve o segundo pior saldo no mercado de trabalho formal no Brasil, com o fechamento de 20.220 empregos.

As cooperativas agropecuárias registraram faturamento de R$ 35 bilhões, um aumento de 11,8% em relação a 2020. São 63 cooperativas no Estado que possuem planta industrial e produzem cerca de 131 produtos diferentes.

“No cooperativismo, as pessoas se juntam em torno de um mesmo objetivo. Em uma organização em que todos são donos do próprio negócio, o poder de competição no mercado aumenta, transformando a comunidade local, o país e o mundo em um lugar com mais oportunidade para todos”, diz o presidente do Sistema Ocergs.

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