“Desgarrada” há 30 anos, mas apaixonada por Alegrete

Saudade do Alegrete traz a trajetória de uma alegretense desgarrada, porém, apaixonada por Alegrete.

Karla Hernandes
Karla Hernandes
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Karla Hernandes, está com 49 anos e saiu da sua terra natal aos 6 anos quando foi residir em Canoas com a família adotiva. Mas, jamais, perdeu o vínculo com a mãe biológica. Ela contextualiza que, embora, fosse criança, sempre teve presente em suas memórias às praças, parques e alguns locais distintos da cidade.

A alegretense retornou, ainda quando criança algumas vezes e, sempre que chegava no Baita Chão, se reenergizava. Aos 16 anos, o pai adotivo faleceu e foi uma grande perda. Ela permaneceu na casa com a mãe adotiva e os irmãos, até os 19 anos quando conheceu alguém com quem teve um relacionamento e 5 cinco filhos.

Foram 30 anos residindo em Canoas, mas sempre em contato com Alegrete e o vínculo com a mãe biológica e os irmãos.

“Sempre fui bem cuidada e amada pela família que me adotou e isso nunca impediu o meu contato com minha mãe biológica que se deslocava para me ver, assim como, meus pais(adotivos), vinham a Alegrete para que eu pudesse vê-la”- lembra.

Karla evidencia que jamais perdeu a sua origem e, vir a Alegrete, significa se reenergizar. Há 12 anos, ela se divorciou e suas vindas se tornaram ainda mais frequentes. Casamento de uma irmã e outras datas, sempre foram motivos para estar aqui.

Porém, com um pecúlio que recebeu do pai adotivo, ela adquiriu uma pousada em Capão da Canoa, onde reside até hoje, isso desde 2013. “Eu gosto do litoral, estou bem aqui, mas uma curiosidade foi que, durante a pandemia, fiquei doente(depressão), e minha cidade foi meu maior e mais perfeito refúgio. Fiquei cerca de três meses na casa da minha mãe biológica, convivendo com meus irmãos. Foi um período maravilhoso, pois eu consegui me reencontrar. Nunca deixei pra trás o que faz parte da minha essência. Por mais que eu vá para Santa Catarina, esteja aqui ou lá, nada de tererê ou salsichão. Gosto é da linguiça, do carreteiro e do chimarrão”- fala sorrindo.

Karla conclui dizendo que independente de onde estiver, sempre tem muito forte suas origens e é apaixonada por Alegrete. Gosta da hospitalidade, do amor que a cidade transmite e, se algum dia tiver que voltar, vai fazer isso sem problemas.

“Estou em um dos momentos mais felizes da minha vida. Reencontrei uma pessoa de minha infância e, está sendo maravilhoso viver essa história que teve início neste ano. Por coincidência, meu amor é alegretense também”.

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