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Dr Carús diz que pandemia continua e precisamos ressignificar nossas vidas
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A canção “Meu Mundo Caiu”, lindamente interpretada pela saudosa Maysa, nunca foi tão atual. O mundo de cada um, o nosso mundo caiu, no plano dos sonhos mais banais aos ideais mais consagradores da alma humana – o mundo de qualquer um de nós caiu.

Fechamos 2020 com 10 meses de pandemia pelo novo coronavírus e mais de 195 mil mortos pela COVID -19 no Brasil. Um ano de medos, insegurança e muitos cuidados.

Os cuidados com a saúde mental em tempos de reclusão e incertezas

Alguns acreditam que jamais seremos os mesmos, nossa ave fênix interna sairá voando em busca da ressinificação de valores, outrora inarredáveis em nossos devaneios mesquinhos, como, também, procurará meio cambaleante algum porto seguro para depositar novas convicções.

E o pior é que a pandemia continua, o vírus está ativo e teremos que continuar usando máscara, higienizando as mãos com álcool em gel, evitando aglomerações. A constatação é do médico alegretense Dr Nelson Ribeiro Carús que, inclusive, escreveu um livro: Entre a Vida e a morte- um médico em tempos de pandemia, com relatos de médico de sua família que atuou durante a pandemia da gripe espanhola.

Câmeras de videomonitoramento ganham outra missão: salvar vidas

Ele diz que não se sabe os efeitos colaterais das vacinas anunciadas e vamos ter que continuar com os cuidados. O médico coloca que vitamina D, ou do sol ou em cápsulas, é importante sim, porque ajuda no sistema imunológico do organismo.

Quanto a parte emocional das pessoas que foi muito afetada, Dr Carús observa que precisam ter outros nortes para não entrar em depressão. O exercício físico é  importante para o corpo e a mente, desde que com os cuidados necessários, salienta.

A pandemia nos colocou cara a cara com nossas incertezas, derrubou a segurança de algumas emoções e, de certa forma, nos chacoalhou de angústias e temores que abalaram nossos alicerces.

Depois de tanto tempo, com certeza,  daremos o devido valor à conversa com amigos no barzinho da esquina; ao cheiro do perfume novo; ao abraço apertado no ente querido e, até mesmo, aos amores perdidos.  A esperança de muitos é de que aprenderemos melhor a ser, a estar, a repaginar, a reviver, a lembrar, a solidarizar; tudo que era desvalorizado pela banalidade do gesto ou pela trivialidade do conteúdo irá nos ensinar alguma lição, ainda que tardia.

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Leio pessoas indignadas nas redes sociais porque na França, devido à reabertura gradual do comércio, formaram-se filas em frente às unidades de uma famosa loja de roupas. Afinal, o mundo não iria mudar? A moça que enfrentou fila para comprar uma blusa nova ressignificou-se de alguma maneira? Sua frívola atitude lhe fará sair da loja e rever a torre Eiffel com um novo olhar? Não há respostas, como não temos mais nossas inabaláveis certezas.

Vera Soares Pedroso 

Com informações do site domelder.edu.br


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