Eletrotécnico alegretense descobre o Parkinson e dá “aula” de superação após o diagnóstico

O alegretense Rafael Rosa Cezar, conhecido como Té, é daqueles que aprendeu a transpor obstáculos e não se intimidar aos revéses que muitas vezes a vida impõe ao longo da caminhada.

Com 40 anos de vida, ele é casado com Raquel Mesquita, pai de uma menina de 13 anos, a Rafaela Mesquita Cezar, e descobriu o Parkinson.

Eletrotécnico, se formando em engenharia Elétrica, está em laudo médico, afastado da empresa que trabalha, a RGE Distribuidora de energia elétrica , para realizar o tratamento da doença.

A descoberta do Parkinson

Rafael conta que sempre foi muito engajado nos seus afazeres , e também ansioso. “Sempre tratei a ansiedade e me cuidei, com o tempo o remédio que tomava para ansiedade perdeu o efeito, e comecei a ficar com movimentos corporal lentos e sem força na pernas. De repente sentia tremores na mão e perna direita lenta”, explica.

Com os sintomas procurou o seu médico, com quem sempre realizava exames anualmente, e foi aconselhado a procurar um neurologista. A consulta com um especialista em Santa Maria, seguida de uma bateria de exames e testes confirmou de imediato, o diagnóstico com Parkinson. “Fiz exames de ressonância para investigar, e desde então, faz 1 ano e 5 meses que convivo com o Parkinson e venho me superando a cada dia e fazendo meu tratamento, e me conhecendo com uma nova versão pois sempre fui um cara muito ativo jogava futebol , então estou aprendendo tudo novamente”, revela o alegretense.

Momento de Angústia

“Sabe que quando recebi o diagnóstico não fiquei surpreso, pois já suspeitava, fazia tempo que sentia os tremores, mas quando eu treinava eles sumiam. A palavra angústia não fez parte do meu vocabulário, aceitei a doença e decidi enfrentá-la todos os dias”, encoraja Té. Desde que ele foi diagnosticado, procurou aprender a conviver com o Parkinson. “Nunca deixo ele controlar e sim eu controlar a doença”, persevera o eletrotécnico.

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Incertezas

A única incerteza que ele deixa visível, é em relação a sua carreira, pois sempre foi apaixonado pela profissão, gosta do que faz. Tanto que em novembro será diplomado como engenheiro elétrico. “Te confesso que a única incerteza que tenho é em relação ao meu serviço. Se terei condições de ser o que eu era, pois estou em uma descoberta do meu EU, mas pretendo em breve voltar a fazer minha atividade que amo muito”, declara otimista.

Rotina

Rafael não atrela a seu momento a palavra rotina. Indagado como é seu dia a dia, descreve que na parte da manha realiza atividade em casa. Muito estudo, não quer parar de buscar conhecimento. “Estudo pois não podemos parar. Tomo minhas medicações que são três vezes ao dia. À tarde faço minha academia que hoje digo que é 70% do meu tratamento. É ela que me deixa ativo e me sentindo bem junto com todas as medicações que tomo”, confessa.

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Superação

Na parte de superação, Rafael não titubeia. Ele é enfático, diz que a dor ensina a gemer. “Sempre fui um cara ativo, porém, não tinha tanto foco, e quando descobri a doença de Parkinson me agarrei com todas as forças na atividade física e me trouxe muitos resultado bons. Tanto na parte mental, como na muscular”, assevera.

Com a saúde monitorada, hoje em dia está focado 100% e a semana é toda com atividade física que é muito importante para deixar a doença parada e não evoluir, explica. “Faço academia segunda, quarta e sexta nos treinamentos de modalidade mista. Nas terças e quintas faço musculação e treinamento com bola voltado para o futebol. Sabe, é onde me supero e me deixa bem. Só assim eu deixo a doença de Parkinson parada”, atesta emocionado Rafael.

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O futuro

“Deixo meu agradecimento primeiramente a Deus por me fortalecer todos os dia para enfrentar a doença de frente , a minha família, minha esposa, filha, mãe, pai e irmãos por me darem um suporte tanto na parte emocional quanto na parte espiritual me deixando com mais vontade de batalhar no meu dia a dia. Também aos meus treinadores que me motivam nos treinos. Ocresio Morin “A Lenda” e o professor Beto. Meus amigos que treinam comigo assim deixando os dias mais felizes,  como sempre digo: a doença apareceu para mim, tenho que enfrentá-la de frente, se ela acha que vou desistir esta errada. Ela vai ter que desistir antes pois não vou me entregar , desistir não é minha opção”, relata Té.

Rafael fala para quem sofre com a doença de Parkinson, ir em frente, sabe que é muito difícil a aceitação, mas depois que começa a entender sobre ela, é libertador. “Temos que falar e conscientizar as pessoas que não é o final e sim o inicio de uma nova oportunidade que Deus está nos dando e vamos em frente pra cima do Parkinson”, vibra o alegretense.

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Assíduo nas redes sociais, onde faz divulgação dos treinamentos e dia a dia, ele convida quem quiser acompanhar e seguir seu perfil. “Quero ajudar a motivar essa galera que está na escuridão e ainda tem vergonha, digo não sinta vergonha vamos em frente enfrentar a doença e viver em Paz”, conclui.

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