Escola e órgãos de segurança estão atentos a supostos ataques a educandário de Alegrete

O que se vê, muitas vezes, é que, talvez, a geração atual está condicionada a muitas fotos sorridentes, em busca dos likes, dos desafios e superação de um ideal que está longe do que eles julgam ser a perfeição no "mundo digital, por isso, há muitos travesseiros encharcados no abismo que se reflete com as cobranças indevidas e sem sentido.

O que é publicado, compartilhado e divulgado nas redes sociais nem sempre condiz com a realidade, com aquilo que se carrega no coração. Por isso, é preciso que haja muita cautela e cuidado.

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Não colecionar expectativas, comparações nem exigências sobre-humanas a respeito da felicidade e colocar como regra a popularidade dentro de um ambiente em que se tenta ser “superior”. Não é feio viver uma vida “comum”, simples e pé no chão.

É ilusão acreditar que a felicidade é mais constante e certa para aqueles com o feed de notícias. É engano imaginar que o carisma, a importância ou o valor de alguém pode ser medido pelo termômetro das curtidas ou descurtidas.

Dentro deste contexto, ficam mais suscetíveis os jovens, principalmente, os adolescentes.

A facilidade de ter o “mundo” através de um simples aparelho celular com internet, por exemplo, pode ser muito perigoso sem o limite necessário.

Um dos fatos relacionados a tudo, já foi mencionado até aqui, é em relação a alguns alunos de escolas estaduais de Alegrete que estariam, escrevendo em classes possíveis ataques, massacres e atentados.

Em um primeiro educandário, a situação foi identificada, os alunos, em massa desejavam não ir à escola no dia do possível ataque que, nada ocorreu.

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Mais recentemente, uma outra escola na região central da cidade, também, identificou que havia uma mensagem de um possível ataque que seria realizado neste dia 1º de junho, no educandário.

Devido a outras ocorrências, a atenção do quadro docente e da direção, foi feita uma reunião e a decisão foi buscar auxílio junto aos órgãos de segurança.

Assim, diante de um trabalho já realizado pela Brigada Militar, os policiais militares estiveram na escola para conversarem com os alunos, em especial dos anos finais.

“Muitos pais vieram ao educandário e conversamos. Estamos atentos a tudo que está acontecendo e o mais importante é que os alunos tenham noção que as ações deles têm consequência.

Até o momento, não identificamos quem fez a possível brincadeira de escrever uma mensagem de um ato gravíssimo como esse. Não pretendemos gerar pânico, fazer com que os pais e os alunos fiquem temorosos por algo que tudo indica é uma atitude inconsequente como já aconteceu há poucos dias em uma cidade vizinha, Santana do Livramento.

Mesmo assim, a direção não ficou indiferente ao que está acontecendo e já tomou medidas preventivas.

A Brigada Militar vai seguir realizando patrulhamento nas imediações e nós estamos com um guarda que também conversou com os alunos, expôs sobre o código penal, além de todo trabalho que os professores estão realizando”- comentou a vice-diretora da escola que não teve o nome divulgado em razão da investigação que está sendo realizada e também para não gerar pânico desnecessário.

Todos os pais, de qualquer escola no Município, podem procurar a direção dos educandários dos filhos em qualquer situação que represente um comportamento incomum da criança ou adolescente. Esse vínculo entre escola e família é muito relevante.

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