Frutas estão mais caras em Alegrete depois das cheias no Estado

Mesmo com El Niño entrando em um período de neutralidade a partir do mês de maio, de acordo com previsões do Instituto Nacional de Meteorologia, as adversidades provocadas pelo fenômeno ainda empurram para cima os preços das frutas em Alegrete e no Estado.

As cinco frutas mais consumidas no Brasil, banana, laranja, melancia, maçã e mamão sofreram elevação de até 60% na cotação das Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul (Ceasa/RS) nos cinco meses de 2024.

A suba mais expressiva atingiu a maçã gala, que passou de R$ 5,55 o quilo, em abril de 2023, para R$ 10,89 em maior de 2024, um aumento de 70,18%, considerando cotação da Ceasa/RS do dia 18 de maio. Em contrapartida, a variedade fuji baixou 5,05% no mesmo período. Custava igualmente R$ 5,55 em abril de 2023, sendo agora comercializada na Ceasa/RS por R$ 5,17. Um dos fatores que explica a suba de algumas frutas é a questão da cheia que assombra o RS, as logísticas e deslocamentos ficaram mais complexos e com isso o imposto em cima desse novo cenário subiu.

INCLUSIVE, uma empresa genuinamente alegretense e acessível para todos

Na banana, a fruta que lidera a preferência nacional, segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o acréscimo atinge 43,48% na caturra. A pomácea era vendida por R$ 2,76 o quilo em março desse ano, agora, é encontrada por até R$5,10 em alguns estabelecimentos de Alegrete.

Um comerciante do ramo de frutas salientou que, de uma maneira geral, os produtos da fruticultura sofreram reajustes em todo o país. A banana prata, exemplifica, “teve quebra em São Paulo e Minas Gerais em razão do calor excessivo”. A caturra, por sua vez, produzida no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, sofreu com o excesso de chuvas e os ventos fortes, resultando em abortamentos.

Primeiras flores do projeto Flores para Todos estão sendo comercializadas em Alegrete

Em Alegrete, alguns consumidores esboçaram descontentamento com a suba das frutas. Júlia Machado, moradora do bairro Medianeira, disse que adora uma fruta, porém, as laranjas que ela mais gosta, subiram muito de valor.”Sempre gostei de comer laranja picada, mas o valor subiu muito, antes nós íamos com R$5,00 reias no mercado e voltavamos com algumas coisa, hoje em dia, não da nada”, destacou.

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Augusto

Claro, o maior município do estado produz pouquíssima fruticultura e hortigranjeiros, precisando trazerem estes alimentos da capital para alimentar o interior. Temos terras, temos pobreza e falta de alimentos. Tem algo errado aí..