Longe realizei meus sonhos, mas é enorme a saudade de Alegrete
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Em mais um lindo relato de alegretenses desgarrados pelo mundo afora, desta vez, a conterrânea é Vânia Silva de Arruda, que reside atualmente em Novo Hamburgo.

Há 7 anos e 7 meses, Vânia saiu de Alegrete, mas disse que parece que foi ontem,passou muito rápido. A alegretense ressalta a saudade da Terceira Capital Farroupilha, principalmente dos familiares. “Hoje em dia sou mais feliz porque meus sonhos estão se realizando. Deus me deu um esposo e dois filhos abençoados. Sempre dizia para minha mãe que meu esposo não seria daí, isso é fé” – comenta.

 

O encontro com o esposo foi em 2011, quando Vânia estava cursando técnico  enfermagem. “É claro, ele foi a Alegrete em busca da prenda – sorri”. Mas naquele momento, apenas trocaram os números de celulares e, no final do ano seguinte(2012), Vânia o convidou para conhecer sua família, que não são poucos – observa.

 

Em março de 2013, o casal ficou noivo e  dois meses depois oficializaram a união com o casamento. “Casei e fomos para Novo Hamburgo, nem imaginava onde iria repousar minha cabeça, mas com certeza que era plano de Deus, não temi. É claro, que moramos de aluguel, porém, há quatro anos estamos na nossa casa. Tenho um emprego abençoado, amo o que faço. E, sou muita grata a Deus por ser  filha desse chão que muito caminhei, pelas ruas desse rincão.” – refere-se a Alegrete.

 

Na sequência, cita: sou filha do velho pai “Heitor Paz da Silva”que com seus 86 anos pela misericórdia de Deus ainda vive com saúde. Obrigada meu pai por tudo e também agradeço a Deus por sua vida. Tenho orgulho de Alegrete, cidade onde nasci, cresci e aprendi. Se não fossem as batalhas que começaram aí, tenho certeza que hoje não estaria aqui, com orgulho também. Se estivermos com a cabeça erguida e os pés no chão, com certeza em qualquer lugar vamos fazer a diferença! Sou alegretense com orgulho. E, se for a vontade de Deus, irei voltar para esse Baita Chão.. Entretanto, o meu sonho é seguir em frente e não voltar para trás, a não ser pra visitar.

Não vou dizer que nunca mais dessa água beberei, porque não sabemos nada do dia de amanhã. Quem sabe um dos meus 13 irmãos se “bandeie” pra esses lados(Novo Hamburgo) pois já encontrei alegretenses “perdidos”. Deus abençoe povo alegretense. Como dizem os meus filhos: um abraço do tamanho do Rio Grande!- completou.

 

Vânia tem um contato próximo com os familiares através das redes sociais e ligações. Um dos vídeos que enviou recentemente para uma das irmãos em Alegrete foi dos filhos Bernardo e Matheus. “Em agosto meu esposo estava de férias e foi com eles em Alegrete e trouxeram um cordeiro, para um churrasco. Eu estava trabalhando e não fui. Durante o passeio, eles foram visitar o vovô Heitor. Contei pra eles que o espinhaço do cordeiro ainda está congelado e relembramos do período quando éramos criança, meus pais não tinham condições de comprar brinquedos e brincávamos com pedra, madeira ,lata e até mesmo ossos e éramos felizes. Hoje em dia, eles querem tudo e daqui a pouco nem brincam mais.” – avaliou.

Participe da sessão Saudade do Alegrete, mande sua história para: e-mail- [email protected]

WhatsApp: 55 999287002

 

Flaviane Antolini Favero


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