“Me emociono em falar das minhas origens que deixei há 36 anos”- diz alegretense Elaine Garcez

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“Me emociono em falar das minhas origens que deixei há 36 anos”- diz alegretense Elaine Garcez
“Me emociono em falar das minhas origens que deixei há 36 anos”- diz alegretense Elaine Garcez

“Todos os dias inicia um novo ciclo e, posso dizer que não tem um só dia, em que não sinto saudade do meu Alegrete” – descreve Elaine Garcez que está longe do Baita Chão há 36 anos.

Ela acrescentou que acompanha através do PAT, as notícias da sua terra natal. Elaine continua a narrativa, falando que saiu de Alegrete aos 19 anos, foi para Porto Alegre, em busca de crescimento profissional e mais especialidades.
‘Deixe para trás, minha família( mãe, pai, irmãos e meu filho, à época com dois anos). Neste período, com maior cuidado, pois jamais fui relapsa, retornava ao Baita Chão de 15 em 15 dias, nem que fosse um bate e volta. Saia do trabalho na sexta às 19h e às 23h estava no ônibus, chegava na minha terrinha às 5h30 e seguia a rua do Dr. Romário ( antigo consultório) e pronto, já estava na casa dos meus pais”- relembra.

A alegretense comenta que dormia bem pouquinho e na companhia do filho saia para visitar uma tia e primas que residiam no casarão em frente ao Banco do Brasil.


“Minha tia Ciony Garcez Leães, teve muitas decepções, muitas lutas na vida. Mas não existe pessoas igual no Alegrete, coração grandioso e o que ela tinha ou tem dividia com quem não tinha. A nossa história de vida, da família Garcez, teve tragédias, escândalos, mas muito amor. Há 10 anos que não vou a Alegrete porque, hoje, não tem quem me leve para fazer meu bate e volta”- ressalta.

Elaine acrescenta que também levou os pais para Gravataí. Atualmente, eles residem com ela e o filho, que está com 35 anos. “É um homem integro, trabalha há 16 anos na mesma empresa e também cultiva o mesmo amor pela terrinha amada(Alegrete).

Ele tem o pai, a irmã, tias e tios que visita com mais frequência no Baita Chão – explica.

A alegretense cita que onde quer que vá, sempre é possível encontrar um alegretense cheio de saudade e que leva no peito um orgulho enorme da terrinha amada, o que se percebe de imediato pelos olhos cheios de lágrimas com a emoção em falar de suas origens.

Ao acompanhar todos os fatos que acontecem na cidade, Elaine evidencia que dói ver a violência chegando num lugar onde se tomava chimarrão na frente das casas e as crianças brincavam nas ruas sem correr qualquer risco.


“Lembro dos desfiles da Semana da Pátria onde a criançada desfilava com orgulho, além das bandas marciais da escola Patriarca, (fui baliza), e queríamos sempre a melhor posição e apresentação para o IEEOA. E o 20 de Setembro, que é uma grande referência. Sinto saudades dos bailes no Vaqueiros, no CTG Aconchego, no Farroupilha e no CTG do Passo Novo. Eu amava participar em todos, me sentia a mais bela, com meu vestido de prenda rodado e não ficava parada não, dançava a noite toda” – pontua.

Elaine também recorda do avô Dionísio Garcez de quando era convidada a tocar as rimas dele, na gaita, que hoje está no museu de Alegrete, pois o pai Agostinho Montanha Garcez, doou.

Para encerrar esta edição do Saudade do Alegrete, ela comenta que o pai com seus 83 anos chora de saudade do Baita Chão que ele sente falta dos amigos, dos locais que tinha crédito só pela palavra, entre outros costumes que não existe na Capital. Mas que a luta contra um câncer a fez levá-lo para residir longe da sua essência, da terrinha que tanto ama.

“Eu consegui levar meus dois filhos, mais novos, e duas sobrinhas para conhecer Alegrete, mas hoje só nos resta saudade, entretanto, posso garantir que não existe Amor maior esse guardado no peito pelo meu Alegrete”- sintetiza.

Elaine está com 55 anos e é filha de Agostinho Montanha Garcez e Gilca Teresinha Lucas Garcez, neta de Dionísio Montanha Garcez, Antônia Garcez e do casal Ercilia Lucas e Manuel Lucas.

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