Médicos continuam alertando, tem muita gente nas ruas de Alegrete; veja os exemplos

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São vários os alertas em relação ao distanciamento controlado. Isso, em nada representa a cor da bandeira ou o fechamento do comércio, bloqueio em parques, praças, fiscalização, orientação, entre outros. É necessário que haja o bom senso e a conscientização de que, se não há necessidade naquele momento, o melhor sempre será ficar em casa. Esse é o relato que está sendo realizado pelos profissionais de saúde de forma exaustiva.

Se há necessidade de ir ao mercado, farmácia ou banco, por exemplo, se não for idoso e não precisar de auxílio, a indicação é que haja uma consenso entre a família e uma pessoa faça isso, desta forma, menos pessoas vão circular e ao que se sabe até o momento, esta é uma das formas de evitar propagar o vírus em massa.

No decreto estadual em que Alegrete ficou na bandeira vermelha, isso que foram poucos dias, cerca de dois, a população reclamou muito do estacionamento rotativo, que permaneceu como serviço essencial. Quando esse questionamento foi feito  ao Prefeito Márcio Amaral, ele destacou que se pudesse iria aumentar o valor do estacionamento rotativo, pois mesmo com o comércio fechado, havia dificuldade de encontrar vagas em algumas quadras na região central. Isso, significa que a população seguia “passeando” pelo centro. Muitas famílias, com crianças, em grande volume eram flagradas apenas olhando vitrines.

Toda essa descrição acima, vem ao encontro com o que ocorreu nestes últimos dias, principalmente na sexta-feira e no sábado. As ruas lotadas, na maioria das ruas como Andradas, General Sampaio, Vasco Alves, Gaspar Martins, General Vitorino, Barão do Cerro Largo, Venâncio Aires, entre outras, não havia vagas para estacionar, em muitos momentos. Para quem passou pelo centro, vivenciou períodos de congestionamentos. Mas nem todo esse fluxo está associado diretamente ao comércio varejista. O volume de pessoas nas ruas não significa um aumento nas vendas ou um grande aquecimento no comércio. Isso porque a reportagem falou com alguns comerciantes e, fica ainda mais evidente que não é a cor da bandeira, o Executivo, o comércio fechado que pode realmente fazer a diferença, isso depende de cada um fazer a sua parte.

Muitas pessoas, por mais que quisessem cumprir o isolamento, necessitam sair de seus lares pela profissão ou a necessidade de levar o sustento para a família.

É preciso que as pessoas entendam que não é o momento de passear, de pesquisar preço, olhar vitrines, sair pra tomar chimarrão no centro e nas praças. É crucial que todos façam a sua parte em respeitar não somente a sua família, mas toda uma sociedade. Ter empatia por quem não tem escolha e está principalmente na linha de frente. São muitos os profissionais que atuam de forma incansável desde o início da pandemia. Alegrete tem nesses últimos dias um elevado número em todos indicativos enviados diariamente pela Secretaria de Saúde do Município, através do boletim epidemiológico. Em uma semana, o único que se manteve inalterado foi o número de óbitos. Mas, diante dos dias frios que inevitavelmente são mais propensos para síndromes gripais, assim como, hipertensão, AVCs, problemas cardíacos, respiratórios entre outros, o aumento de casos confirmados e de pessoas testadas do novo coronavírus também aumentaram. Nesse contexto, também, há o número de recuperados, dos monitorados, em isolamento domiciliar, ala Covid-19 e UTI Covid-19. Uma constatação que deixou a equipe da saúde muito preocupada nesta semana, conforme destacaram a Dra Marilene Campagnollo e o médico Glênio Bolsson, foi ter 80% da capacidade dos leitos UTI Covid-19 ocupados. Pois para estes dez leitos há uma equipe qualificada para atender a todos. Além do número de respiradores. Esse número, não é uma matemática simples, pois não tem como precisar quanto tempo cada paciente vai permanecer ali e quantos mais poderão necessitar. Em Porto Alegre, cidade que inicialmente parecia ter a situação sob controle, está com dois hospitais com problemas sérios, um deles sem leitos e o outro sem profissionais suficientes para atender na linha de frente.

O que fica para a semana que se inicia, é mais uma vez o pedido de conscientização e colaboração. Para que o comércio possa permanecer aberto, para que não haja uma superlotação na ala Covid-19, principalmente, um colapso na UTI Covid-19. Que o vírus não tenha uma proliferação em massa e que as pessoas que estão positivadas ou com suspeita que permaneçam em isolamento domiciliar como é determinado. Há muitas denúncias de pessoas que são resistentes em ficarem em casa, pois estão assintomáticos ou com sintomas leves. Tudo passa por respeito, orientação, esclarecimento e empatia.

O reflexo sempre é a partir de sete dias, quando aparecem os primeiros sintomas ou até mesmo 14 dias.

 

Flaviane Antolini Favero


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