Prédios históricos e tombado pelo patrimônio resistem ao tempo em Alegrete
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O patrimônio histórico arquitetônico pode ser qualquer edificação que represente parte da história local de uma cidade. A primeira coisa que se destaca quando se faz uma visita a algum lugar, são os prédios históricos ou as construções que de alguma forma representem ou trazem em suas características indícios sobre a história da localidade visitada e de seus habitantes.

Esses patrimônios despertam o interesse, instigam a procura por mais informações sobre o lugar, representam a materialização da cultura de uma localidade, além de trazer em suas características e no estilo, a história das pessoas que os construíram.

Infelizmente, em geral, a maioria dos patrimônios não são vistos com tão bons olhos pelas autoridades. São conhecidas as histórias e frequentes os casos de descaso, demolições e abandono de prédios que são verdadeiras testemunhas da história local, e que fazem a importante ligação entre a população e sua identidade cultural.

Não é ser contra o progresso, ou esperar que tudo continue para sempre como está, pois o desenvolvimento não pode ser parado. É evidente que a cidade precisa se modernizar, que novas construções devem surgir e a paisagem mudar, mas o que não deve nunca ser deixado de lado é a preservação do patrimônio histórico, pois ele representa a materialização da nossa história e da identidade cultural coletiva.

Alegrete do povoado em 1817, da vila em 1831 e elevado a cidade no ano de 1857, possui diversos prédios históricos. A cidade cresceu e hoje com 190 anos, o município tombou diversos prédios e luta para manter o patrimônio histórico.

Atualmente são 22 prédios tombados, locais preservados que possuem uma fachada histórica. Seis deles, são patrimônios tombados pelo Estado do Rio Grande do Sul. Na Praça Getúlio Vargas está a maior concentração,  a começar pelo conjunto de 4 prédios da esquina da Rua Dr. Quintana até a esquina da Nossa Senhora do Carmo.

Em diagonal a Igreja Matriz, o casarão da Família Dorneles.

Logo ao lado, onde funciona a Corsan, mais um prédio tombado juntamente com o casarão do meio da quadra que pertence a empresária Vera Lima.

Na equina da Nossa Senhora do Carmo, o Museu José Pinto Bicca de Medeiros de propriedade da Fundação Educacional de Alegrete, completa o conjunto de prédios históricos de Alegrete.

Perto dali, a casa mais antiga do município. Com 201 anos, a residência do marechal Bento Manoel Ribeiro, foi construída em 1820 e até hoje preserva sua característica original. O outro prédio tombado é o Museu Oswaldo Aranha.

Dos 22 prédios tombados em Alegrete, 14 são residências de propriedade particular e 8 são públicos. Na Rua Gaspar Martins se encontram mais prédios tombado pelo município. A fachada da Sociedade Italiana tem como vizinha de frente, a casa da família Ferreira Trindade.

Outro prédio que desperta olhares, é o da câmara dos vereadores. Duas escadarias moldam o prédio que é tombado pelo município.

Na Rua dos Andradas, esquina com a Gaspar Martins, o prédio onde funciona o banco Itaú é considerado histórico. Ali, existiu a casa que serviu para Assembleia Constituinte Farroupilha nos anos de 1842 e 1843. No local foi feita a 1ª Constituição Republicana do Brasil.

O Conselho do Patrimônio Histórico de Alegrete, através dos seus 15 membros, está com 75 prédios arrolados para tombamento. Segundo o presidente do conselho Homero Dornelles, existe um projeto em andamento de reconstituição da casa da assembleia constituinte em tamanho real. Projeto este, que envolve a secretaria de turismo, PUC/RS e Unipampa. A ideia é erguer a casa ao lado do Museu do Gaúcho.

Preocupado com o patrimônio histórico da cidade o conselho está criando um fundo para preservação dos prédios tombados. Essa iniciativa vai envolver empresas locais e até de outras partes do Brasil.

Júlio Cesar Santos

 

 


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