“Prejuízo e prejuízo”, dizem proprietários de quadras esportivas em Alegrete
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Setor está há mais de 1 ano e um mês sem funcionar de forma normal. De maneira parcial pode-se contabilizar 10 dias abertos a cada dois meses esse ano.

As quadras esportivas em Alegrete continuam fechadas. São mais de 360 dias sem poder abrir, e isso tem preocupado os proprietários. Já foi enviado à Prefeitura um pedido para retomada das atividades do setor, sem sucesso. Devido ao Decreto Estadual, meses atrás algumas quadras puderam retomar as atividades, mas não durou 10 dias.

“Estamos preocupados e até agora não temos nenhum posicionamento e nem previsão. Pedimos uma previsão, uma data para nos organizarmos com os funcionários e o pessoal que trabalha com escolinhas e sublocam nossos espaços, mas até agora está tudo muito pautado na tabela de bandeiras do Estado – disse Marco Gomes, um dos proprietários do setor em Alegrete. Com alto investimento em quadra esportiva ele inaugurou seu complexo, um mês depois que a pandemia iniciou.

Com academias funcionando de maneira parcial conforme capacidade, centros de treinamento, quadras, clubes sociais e esportivos devem permanecer fechados conforme rege o Decreto vigente.

“Temos que pagar água, luz, IPTU tudo em dia, mas trabalhar não podemos”, protesta Darci Toledo, outro locatário de ginásio. Ele pondera que no ano passado, funcionou as quadras todo o mês de eleições, dali em diante foi proibido abrir, salvo por menos de uma semana em janeiro deste ano, entrega o desportista.

 

O cenário é desolador para Hilário Dolina, proprietário de quadra de futebol society, ele diz que é prejuízo em cima de prejuízo. Ainda não parou para pensar como vai retomar sua atividade o dia que liberar. Por enquanto, limita-se a pagar os custos essenciais do empreendimentos com impostos e tributos obrigatórios.

 

Outra que lamenta o fechamento das quadras é Célika Ferrari, dona de um complexo esportivo ela diz que segue pagando conta que não é de sua responsabilidade. “Manter uma empresa é extremamente difícil, imagina pagar taxa de lixo, luz, funcionários, manutenção predial sem receita”, protesta a empresária que vai completar mais de um ano sem poder trabalhar no seu empreendimento.

“Vínhamos trabalhando mal desde que começou a pandemia, agora aberto só para aula com adultos, é muita pouca gente fazendo aula”, destaca Vera Palma, proprietária de quadras de padel.

Ela argumenta que as quadras fechadas, não dá para entender. “No Decreto exigem 16 m² ou 32 m², e nós temos 50 m² por pessoa e não existe contato direto entre elas. São 50 dias sem receita desta vez”, comenta a professora.

Também na mesma linha, Andreo Morais, justifica a situação de que as despesas continuam e não se pode retomar as atividades. Desde a entrada da bandeira preta, as quadras permanecem sem uso. O empresário ainda não avaliou o prejuízo que essa pandemia está impactando.

Júlio César dos Santos

 


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