Presidente do Sindicato da Alimentação diz que situação é tensa com mais um período de férias coletivas no Marfrig
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“Recebi a notícia e confesso que fiquei muito preocupado”- disse o presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação de Alegrete(STIAA), Marcos Rosse.

A afirmação foi devido às férias coletivas anunciadas pelo Marfrig na tarde de ontem(24). Marcos cita que, inicialmente, a informação é de que serão mais 15 dias, mas a preocupação se dá pelo quadro atual da planta em Alegrete. Além de ter um crescente de casos positivos da Covid-19, desde que retornou do outro período de férias coletivas, menos de 50 dias atrás, o número de abates está muito aquém da capacidade planta. O Presidente do STIAA falou que estava acontecendo uma média de três por semana com aproximadamente 320 animais e, nesta, estava previsto no mínimo três abates, ocorreu apenas um, na quarta-feira(24), com 360 cabeças de gado e os demais cancelados.

“Preocupa muito e é um sinal de alerta pois nenhuma empresa, ainda mais nesta situação atual vai pagar para funcionários ficarem em casa. Não tem como manter isso por muito tempo. E, essas férias coletivas estão acontecendo em um curto espaço de tempo em relação a última. É preciso ficar alerta e ligar o sinal vermelho. A esperança é que, daqui 15 dias ocorra a auditoria que estava prevista para essa semana e foi cancelada com o quadro da pandemia que teve essa piora, aconteça e seja favorável.

No retorno às atividades, no último dia 29 de janeiro, depois de 30 dias de férias coletivas, todos os funcionários, num total de 540 trabalhadores das (áreas fria e quente), de acordo com o Sindicato da Indústria da Alimentação,  foram testados e, na época, só um positivou para Covid-19. Naquele período estavam sendo abatidos, em média, 450 animais por dia. Mas, nas últimas semanas a realidade se tornou muito diferente e, em dois dias 21 colaboradores positivaram nesta semana e o número de abates caiu muito, bem como o número de cabeças de boi.

Marcos Rosse, presidente do Sindicato, estava animado com a previsão de auditoria na planta local, que seria no dia 20 de fevereiro, com uma missão dos Estados Unidos. É preciso que tudo dê certo, que seja aprovado e, com isso, possa mudar a realidade, porque abrindo a exportação para os EUA poderão surgir mais vagas de emprego no Marfrig de Alegrete e também ser a garantia de não ter demissões ou, até mesmo, da planta vir a fechar novamente, explicou.

“Sem abate e sem venda, a planta não terá como se sustentar por muito tempo. Eles estão alegando dificuldade nessas frentes e também coincide com o aumento de casos positivos, não dá pra desconsiderar nenhuma possibilidade e a menos desejável é a mais possível. Vou buscar informações, já estou apreensivo há dias e monitorando de perto. A situação é tensa” – considera.

O período de férias coletivas iniciou na quarta e deve concluir em 15 dias.

 


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