Que fique claro: pessoas vacinadas podem se contaminar com o coronavírus
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Mesmo depois da segunda dose e do período para que o organismo produza a devida reposta imunológica, quem tomou a vacina não está completamente imune à Covid-19.

 

Pessoas vacinadas podem adoecer de Covid-19? A dúvida tem sido constante e muitas vezes é a responsável por vários debates que compreendem desde redes sociais e algumas sugestões de pauta ao Alegrete Tudo. Com alguns casos de pessoas que já tinham sido vacinas com a primeira e até mesmo com a segunda dose da vacina terem contraído à Covid-19 e, a situação de alguns casos com agravamentos bem contundentes no quadro de saúde, a reportagem conversou com a responsável pela Vigilância Epidemiológica, a coordenadora, Juliana Michael.

Ela ratificou a informação que o PAT já havia recebido de alguns outros profissionais da área da saúde em Alegrete e também de especialistas que são renomados e deram entrevistas para outros canais de informação. Como a infectologista Rosana Richtmann, do Instituto Emílio Ribas, que deu uma entrevista ao Jornal O Globo.

Richtmann afirma que uma pessoa é considerada protegida apenas duas ou três semanas após receber o número de doses recomendadas (duas, no caso da CoronaVac e da vacina de Oxford/AstraZeneca, atualmente utilizadas no Brasil). Esse período é necessário para que a resposta imune seja gerada.

—  A vacina aplica um antígeno que vai induzir o sistema imune à produção de anticorpos, que podem ser aleatórios ou que vão neutralizar o vírus em questão. Para ter produção de anticorpos neutralizantes em quantidade suficiente para se proteger demora um tempo. A segunda dose estimula de novo o sistema imune, de forma até mais eficaz, e duas semanas é o tempo médio para que possa atingir uma quantidade melhor de proteção — explica a infectologista, membro do Comitê de Imunização da Sociedade Brasileira de Infectologia

Mas mesmo aqueles que já estão adequadamente vacinados ainda podem ser infectados. Isso acontece pois nenhuma vacina é 100% eficaz, seja na prevenção de doença ou de formas graves, explica Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações.

Por esse motivo, todos afirmam de maneira categórica que as medidas de cuidados e isolamentos devem ser mantidas mesmo após vacinação.

A luta contra o Coronavírus é árdua e, em muitos casos, deve prosseguir mesmo após a doença ter ido embora, devido à síndrome pós-Covid-19. A infecção pela Covid castiga o corpo humano, trazendo em alguns pacientes, mesmo depois de se curarem da enfermidade, sintomas como dores crônicas, dificuldade para respirar, fadiga intensa, fraqueza muscular e até mesmo perda de memória, algo que pode durar por longos meses.

Se vacinar não quer dizer que todos estão liberados para eventos com aglomerações, que o uso da máscara passa a ser desnecessário como todos os demais cuidados. Como todas as vacinas e sita-se o exemplo da H1N1, sarampo, rubéola, catapora, caxumba e tantas outras, são vacinas para proteção, uma imunização, deve fortalecer o organismo, mas não impede que as doenças venham a se manifestar. O que pode acontecer é que em muitos casos os sintomas são mais leves, mas isto, depende de cada organismo e pode levar o paciente à morte, mesmo vacinado – confirmou Juliana.

Isso se deve muito pelo número de pessoas e o grupo que foi vacinado até o momento. A Prefeitura já realizou uma campanha nas redes sociais sobre o assunto.


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