Rosana Ruviaro: de Alegrete para o Rio de Janeiro, uma história de sucesso
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Já faz 3 anos que a jornalista alegretense Rosana Ruviaro, mudou-se para o Rio de Janeiro. Ela saiu de Alegrete em 2017, em busca de realização profissional.

Em fevereiro de 2018, ela concluiu os estudos na faculdade de Jornalismo da Unipampa Campus São Borja, e desde então o objetivo era começar a trabalhar.

Estudou para concurso público. Na época, abriram alguns concursos na área de comunicação e os estudos duraram 4 meses em 2018. Após um trabalho no Portal Alegrete Tudo, cobrindo o Efipan.

 

“Toda aquela vivência do futebol e sediado em uma cidade do interior é bem diferente também. E como eu sempre fui muito envolvida com o futebol, é mais uma das experiências que me me orgulho no âmbito do jornalismo e fora dele também”, resume a alegretense.

Estudando para um concurso da Petrobras, que seria no Rio de Janeiro com viagem planejada pra morar em Brasília, onde tem vários parentes na Capital Federal, e outro concurso agendado para Belo Horizonte, ela arrumou as malas e embarcou para cidade maravilhosa.

O concurso da Transpetro que é da Petrobras era para o cargo de assessoria de imprensa da empresa. Hospedada numa casa do Bairro Maracanã, escolhida por um aplicativo, ela foi bem no concurso. De noventa questões, errou 9, e acabou não classificando.

 

No Rio, ela encontrou um colega de faculdade e juntos decidiram investir. No concurso em Minas Gerais, eram 880 candidatas para duas vagas. Errou cinco questões, não classificou. Desmotivada na vida de concursos, Rosana decidiu voltar para o Rio e tentar um, dois meses para ver o que conseguia.

Morando em hostel, ela saiu em busca de emprego na sua área. Visitou a Rádio Tupi, Esporte Interativo onde conheceu Artur Coimbra, o Zico, foi na FOX Sports.

“A gente foi vendo, não é só tu chegar em uma televisão, em um jornal, em um rádio e assim com o currículo debaixo do com o diploma debaixo do braço e pedir o emprego. Pelo contrário, naquela época eles já estavam demitindo muita gente, estava ficando tudo cada vez mais digital e todos receberam meu currículo e muitas portas fechadas, porque eu precisava de uma indicação”, destacou.
Quando ela abriu caminhos para procurar oportunidades em outras áreas, conseguiu uma oportunidade de auxiliar de vendas numa nova loja da Havaianas que seria  inaugurada. “Foi a segunda loja conceito do Brasil, a primeira era na Oscar Freire, em São Paulo. Ia ser uma loja toda diferenciada que o o cliente teria uma experiência nova em comprar chinelo”, explicou.

“Eu me inscrevi, sem pretensão e participei de um processo seletivo bem longo. Eu acho que foram cinco ou seis etapas, inclusive com teste de inglês. Essa loja funciona no Rio de Janeiro, na Garcia d’Ávio, bairro do Ipanema. E aí, eu fiz todo o processo seletivo e passei. Na época era um um salário que a comunicação não me daria pelo nível de experiência que eu tinha em 2018”, frisou.

 

Uma curiosidade que Rosana fez questão de falar na entrevista é que na dinâmica entre os contratados da Havaianas, tinha de falar de uma experiência no exterior. Entre 35 colaboradores ela era a única sem experiência no Exterior.

Foi então que ela contou a sua maior experiência. Tinha sido a primeira bandeirinha, primeira árbitro, árbitro auxiliar de São Borja, que marcou um pênalti. “Todo mundo caiu na gargalhada e foi aí que conquistei todo mundo, porque era uma experiência diferente das demais”, conta.

“Na Havaianas eu cresci muito enquanto pessoa, como profissional, mesmo não estando na minha área, lá eu era assistente de vendas, então eu era responsável por manter organizada, eu era a comunicação entre o estoque e a loja”, explica.

Mesmo trabalhando bem, a alegretense nunca parou de procurar emprego na área. Juntou dinheiro trabalhando na loja. “Sempre fui muito organizada financeiramente e isso devo tudo aos meus pais, porque eles, principalmente o meu pai, ele é um cara que não tem estudo, ele é semi-analfabeto e ele construir muita coisa com o controle financeiro que tem. Ele é um cara muito inteligente, eu tenho muito orgulho deles”, menciona a filha do casal Vera Alice Fagundes Pereira e Chico Ruviaro.

Foram 2 anos e 4 meses na Havaianas e de lá uma oportunidade de trabalhar em uma empresa de investimentos no setor imobiliário. O trabalho de assistente de marketing durou quase dois anos na empresa. Redatora publicitária, mesmo sendo jornalista, ela trabalhou 100% com marketing e publicidade.

 

Em abril deste ano, a agência de uns amigos deu uma oportunidade melhor para ela trabalhar como redatora publicitária. Trabalhando na Fio Ponto Propaganda como estratégia de conteúdo na empresa. “Na Experience, que era empresa de investimentos que eu trabalhei por um tempo, não sou mais contratada da empresa, presto serviços, tipo freelancer.

“Hoje o meu mercado é 100% marketing, eu fiz MBA também na Estácio em Comunicação e Marketing e Mídias Digitais e tenho feito muitos cursos técnicos voltados para publicidade e marketing. E outra área que me interessa muito é o setor financeiro que eu aprendi muito nessa empresa de investimentos. Eu tenho alguns investimentos, tanto em renda fixa quanto em renda variável estou sempre aprendendo mais e mais”, revela.

Atualmente a alegretense se encontra no seu momento profissional mais feliz. “Sempre faltava alguma coisa e hoje parece que não falta nada. Quando eu estava na Havaianas, eu tinha dinheiro, mas eu não tinha satisfação profissional, eu não era reconhecida. Quando eu estava na de investimentos, eu tinha reconhecimento, mas eu não tinha dinheiro, eu ganhava menos do que na Havaianas. E hoje eu consegui aliar o útil ao ao agradável e trabalhar tendo rendimento”, avalia.

 

Rosana relembra os perrengues como ela chama os altos e baixos de uma vida de solteira. Voltou morar num hostel, depois de uma aventura frustrada de alugar um apartamento com outras amigas. Morou no Bairro de São Conrado, e hoje tem sua casa no Bairro do Leme.

 

Há cerca de 1 ano, é atleta de crossfit, o que segundo ela, transformou sua vida em todos os aspectos. “Ainda sou um bebê no esporte, mas tenho expectativas bem ambiciosas. Participei da minha primeira competição em março desse ano, fui bem nas duas primeiras etapas e na última minha mão sangrava muito e não consegui finalizar o treino, mas fui até o tempo estourar”, conta.

Rosana treina de segunda a sábado e, se abrisse domingo, ela iria também. No crossfit fez grandes amizades, um dos principais núcleos de amigos que tem hoje é o do crossfit.

Então, é um caminho, assim, que teve muitas pedras na vida da alegretense. “Eu queria compartilhar um pouco também dessa trajetória de que tudo foi construído, tudo, cada tijolinho que posto nesse apartamento que eu tô hoje, inclusive eu estou nele, que hoje eu trabalho 100%. E é um regime que eu não quero mudar, hoje não me vejo mais em escritório, eu não me vejo mais em loja de venda, eu não me vejo mais assim, hoje eu quero ter uma flexibilidade de, por exemplo, pegar meu computador e viajar até Alegrete ver meus pais, minha família” destaca Rosana do seu apê no Leme.

Júlio Cesar Santos                                                            Fotos: acervo pessoal

 


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