Um homem e uma mulher desaparecidos recentemente desafiam o setor de investigação da DP

Alegrete enfrenta dois casos de desaparecimento que têm ganhado destaque na cidade nos últimos dias.

Um deles diz respeito a Jardel Nunes Ferreira, 24 anos, residente local, que está desaparecido há mais de 40 dias. Jardel foi visto pela última vez deixando seu local de trabalho em uma lavagem de carros por volta das 18h. Ao retornar para casa, ele informou à mãe que sairia para uma “corrida”, mas desde então, seus pais não conseguiram mais contato com ele.

No dia 25 de abril, uma parte da carcaça da moto de Jardel foi encontrada próxima à ponte de acesso às unidades militares, na rua General Vitorino. Três dias depois, as partes restantes da motocicleta foram localizadas nas margens do rio Ibirapuitã, ao final da rua Doutor Lauro Dorneles.

Reboque de carreta tomba com carga viva na BR 290 em Alegrete

O segundo caso refere-se ao desaparecimento de Sonia Mari Falcão Lencine, 40 anos, residente do bairro Renascer. Ela desapareceu há mais de uma semana, desde a madrugada de segunda-feira (20). O marido, Jean Weber, relatou que falou com ela pela última vez por volta da 1h, antes de dormir, e ao acordar por volta das 5h, percebeu que Sonia não estava mais em casa.

Sonia saiu de casa apenas com a roupa do corpo, sua bolsa e celular. Desde então, o marido tem tentado entrar em contato com ela, mas o celular está desligado e o último horário de atividade no WhatsApp foi às 3h23. O carro do casal, um Gol, também não foi utilizado por ela. O casal, natural de São Borja, está junto há três anos e reside em Alegrete há cerca de um ano e meio.

Em entrevista, a delegada Fernanda Mendonça, responsável pelos casos, afirmou que as investigações estão em andamento e que não descarta nenhuma possibilidade. Sobre o desaparecimento de Jardel, devido ao tempo decorrido e à falta de contato, a investigação já trabalha com a hipótese de crime contra a vida, possivelmente envolvendo um grupo criminoso. Quanto a Sonia, as autoridades estão buscando localizá-la utilizando todos os meios disponíveis, mas também não descartam a possibilidade de crime. Ambos os inquéritos continuam em andamento, com diligências em curso e depoimentos sendo colhidos. A delegada enfatizou que a busca pela localização dos desaparecidos é prioridade, como em todos os casos de desaparecimentos.

A população é incentivada a fornecer qualquer informação que possa auxiliar nas investigações, entrando em contato com a Brigada Militar pelo número 190 ou com a Polícia Civil pelo telefone 3427-0300. A polícia garante sigilo absoluto quanto às informações repassadas.

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