“Uma experiência para ser esquecida”, diz trabalhadora que ficou apenas 3 horas no emprego

O desabafo de um jovem, na rede social(em um grupo), viralizou nas redes sociais. A reportagem do PAT conversou com Carem Carolini que autorizou a publicação.

Camareira - foto ilustrativa
Camareira - foto ilustrativa

Tudo em razão de como ela descreveu algo, que julgou inusitado. Segundo Carem, ela está desempregada e, na manhã de quarta-feira, recebeu a ligação de um estabelecimento comercial oferecendo uma vaga, até então, segundo ela, não sabia que seria apenas um teste e, imediatamente saiu da cama, chamou uma tele e compareceu no local.

Depois de uma breve entrevista foi ao trabalho. Contudo, cerca de três horas depois, foi comunicada que não estaria apta para desenvolver a atividade e foi dispensada. O inusitado é que descreveu que até ela mesmo concordou que não estaria, porém, saiu sem nada, nem ao menos uma passagem e como o local era um pouco distante, fez a postagem, pois sentiu-se “perdida”. O melhor de tudo é que recebeu auxílio de uma prima para retornar para casa.

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Veja a postagem dela:

Às 8h30 eu estava dormindo no meu 13° sonho- rsrsrs, recebo uma ligação de um estabelecimento que fica na BR 290, me oferecendo trabalho. Eu que estou desempregada e desesperada, logo chamei uma moto pra me levar. Ao chegar, a primeira coisa que ouvi foi: “Alegrete tem emprego as pessoas que não querem trabalhar”.

Ok! Fui fazer o que tinha que fazer e se passaram três horas de trabalho, quando uma moça disse que a vaga não era para mim. O que eu bem CONCORDO. Mas estava disposta… rsrsrs. Na sequência, fui dispensada, sem pagamento, sem transporte…. Agora tô eu aqui, numa BR, perdida! Alegrete sempre me surpreendendo – conclui.

Foram realizados comentários que descrevem que em muitos locais são realizados testes, para depois a contratação e também, algumas pessoas considerando que poderia pelo menos ter recebido o valor de uma passagem, entre outros relatos.

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A reportagem, não está fazendo nenhuma defesa ou condenação em relação ao ocorrido, apenas conversou com a jovem, pois ela pareceu não ter perdido o bom humor em sua postagem.

Entretanto, Carem acrescenta que não conseguiu tirar de letra, mas considera um aprendizado. “Sabe esse texto, eu fiz chorando, embora pra quem lê pareça zoação, mas eu me senti humilhada. Pois não deixei currículo, apenas coloco nas redes sociais e em grupos que preciso trabalhar e deixei meu contato.

Porém, mesmo não sendo uma função que eu gostaria, pois é limpeza, eu saí desesperada e considero que me esforcei. Mas quando a funcionária me falou que não era pra mim, na frente de outra, não achei legal.

E também, não sabia que era um teste, iria ficar um tempo e ser dispensada sem pagamento. Acredito que deveria ter uma outra pessoa comigo, me orientando, no que eu fiz de errado. Agora, tô rindo da situação, mas na hora foi difícil. Eu residia na Serra, tenho um filho e agora moro com os meus pais na Vila Nova, tenho 27 anos e experiência em supermercado e fábrica. Mesmo assim, tô disposta a aprender, pois preciso de um trabalho e vou seguir em busca.”- completa.

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