O município de Alegrete registrou queda significativa no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal, elaborado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). De acordo com os dados mais recentes do Indicador da Qualidade Contábil e Fiscal no Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi), o município passou da Nota C, obtida em 2024, para a Nota E na avaliação referente ao exercício de 2025.
A redução no desempenho também refletiu na posição ocupada por Alegrete entre os municípios brasileiros. Em 2024, a cidade aparecia na 3.512ª colocação nacional. Já na avaliação mais recente, caiu para a 4.971ª posição, demonstrando piora nos indicadores analisados pelo Tesouro Nacional.
Segundo o levantamento, Alegrete alcançou 55,3% de acertos globais no Siconfi (ICF), totalizando 107.755 pontos nos critérios avaliados. No ano anterior, o município havia registrado 82,2% de desempenho, somando 140.611 pontos em eficiência.
O ranking é utilizado pelo Tesouro Nacional para medir a qualidade das informações contábeis e fiscais enviadas pelos estados e municípios brasileiros. O objetivo é avaliar a consistência, a transparência e a confiabilidade dos dados prestados pelos entes públicos, contribuindo para o fortalecimento da gestão fiscal e do controle social.
A análise considera quatro dimensões principais. A primeira é a Gestão da Informação, que avalia aspectos como a pontualidade e a consistência no envio dos dados. A segunda trata das Informações Contábeis e Fiscais, verificando a correta aplicação das normas e legislações vigentes. Também são avaliados o Cruzamento de Dados, que busca identificar a coerência entre diferentes bases de informações, e os critérios relacionados à transparência e à exatidão das contas públicas apresentadas.
O Indicador da Qualidade Contábil e Fiscal é uma ferramenta importante para comparar o desempenho dos municípios brasileiros na prestação de informações ao Tesouro Nacional. Quanto melhor a classificação, maior é a confiabilidade dos dados apresentados pelos gestores públicos, fortalecendo a transparência na administração dos recursos públicos.
A queda de Alegrete no ranking acende um alerta sobre a necessidade de aprimorar os processos de gestão, registro e envio das informações fiscais e contábeis. Especialistas apontam que a qualidade dos dados é fundamental para garantir credibilidade às contas públicas e facilitar o acompanhamento da situação financeira dos municípios por órgãos de controle e pela população.
Com a nova classificação, a expectativa é que o município busque corrigir inconsistências e aperfeiçoar seus procedimentos internos para recuperar posições nas próximas avaliações realizadas pela Secretaria do Tesouro Nacional.

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