Alegretense está há 15 dias retido na Cordilheira dos Andes à espera da liberação da fronteira entre Argentina e Chile

“Nossa vida não é fácil. Abrimos mão de muita coisa para levar conforto para alguém.” A frase de um caminhoneiro alegretense resume a realidade enfrentada por dezenas de profissionais que, neste inverno rigoroso, estão impedidos de seguir viagem pela Cordilheira dos Andes, na fronteira entre Argentina e Chile.

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Deilon Passamani Veloso entrou em contato com o Portal Alegrete Tudo para compartilhar os registros de uma espera que já dura cerca de 15 dias. Motorista há aproximadamente 18 anos, com experiência entre ônibus e caminhões, ele está parado na região de Uspallata, na Argentina, aguardando a abertura do caminho internacional que liga os dois países.

Segundo Deilon, a intensa sequência de nevascas na região de alta montanha impede a travessia de uma das principais ligações terrestres entre Argentina e Chile.

“Estamos na Aduana Argentina de Uspallata esperando o cruzamento. Já vai como 15 dias parado e não para de nevar para cruzar para o Chile”, relatou.

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De acordo com o caminhoneiro, aproximadamente mil caminhões aguardam a liberação da passagem. O cenário é marcado pelo frio extremo, com temperaturas que chegaram a -10°C, além de novas frentes frias que seguem atingindo a Cordilheira.

“Neva e quando parece que vai melhorar entra outra frente fria. Talvez a previsão seja conseguir cruzar no dia 5 de agosto, mas ainda depende das condições”, contou.

Rotina de espera e dificuldades

A longa permanência na fronteira tem sido um desafio para os motoristas. Deilon relata que a estrutura oferecida aos profissionais é limitada e que a rotina está longe de ser confortável.

“Aqui tudo é difícil. Nada é fácil. A estrutura é muito precária. Esse é o pior inferno de todos”, descreveu.

Mesmo diante das dificuldades, o alegretense afirma que os motoristas seguem firmes, conscientes da importância do trabalho que realizam para manter o abastecimento e movimentar a economia entre os países.

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“Estamos bem, só queria compartilhar que nossa vida não é fácil. Abrimos mão de muita coisa para levar o conforto para alguém”, destacou.

A viagem faz parte da rotina de muitos transportadores brasileiros que enfrentam quilômetros de estrada, diferentes climas e desafios logísticos para cumprir suas jornadas.

Enquanto aguardam a melhora do tempo e a reabertura da rota internacional, Deilon e outros caminhoneiros, como o casal Glenio Pereira e Tânia Pereira, seguem na expectativa de retomar o caminho pela Cordilheira e finalmente concluir suas viagens.

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