Denúncia foi recebida pela Vara Criminal da Comarca. Homem de 23 anos, soldado do Exército, é acusado de matar a ex-companheira, tentar matar a irmã dela e atirar contra um vizinho. Prisão preventiva foi mantida.
A Justiça de Alegrete recebeu, na última sexta-feira (30 de outubro), a denúncia do Ministério Público contra um homem de 23 anos, soldado do Exército, acusado de feminicídio e outras duas tentativas de homicídio, além de diversos outros crimes. Com a decisão, proferida pelo juiz Rafael Echevarria Borba, da Vara Criminal da Comarca de Alegrete, o investigado passa oficialmente à condição de réu no processo.
O caso ocorreu na madrugada de 4 de outubro, data do primeiro turno das eleições, e teve como vítima fatal Ana Cristina Pinheiro Milano do Canto, de 21 anos. Ela foi atingida por um disparo de arma de fogo na região da cabeça. A irmã da jovem também foi baleada, mas sobreviveu.
Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o acusado teria invadido a residência onde a ex-companheira morava e efetuado disparos contra as duas irmãs enquanto dormiam, atingindo ambas na cabeça.
Após os disparos, segundo a acusação, o homem teria pegado o telefone celular de Ana Cristina e, ao deixar o imóvel, apontado a arma para a mãe das jovens, ameaçando atirar contra ela.
A denúncia também relata que, durante a fuga, o acusado efetuou pelo menos cinco disparos na direção de um vizinho que, ao ouvir os tiros, foi até o local e passou a persegui-lo. Nenhum dos disparos atingiu o homem. Ainda de acordo com o Ministério Público, a arma utilizada no crime havia sido furtada pouco antes do alojamento militar.
Acusação envolve diversos crimes
Com o recebimento da denúncia, o réu passa a responder por uma série de acusações. Entre elas estão feminicídio consumado, no contexto de violência doméstica e por razões da condição do sexo feminino, com qualificadoras relacionadas ao recurso que dificultou a defesa da vítima, meio cruel, motivo torpe e emprego de arma de fogo de uso restrito.
Também responde por tentativa de feminicídio contra a irmã de Ana Cristina, igualmente com qualificadoras, além de tentativa de homicídio contra o vizinho, ameaça contra a mãe da jovem, furto do celular da ex-companheira e transmissão de cena íntima da vítima.
Prisão preventiva foi mantida
Na decisão, o magistrado manteve a prisão preventiva do acusado. Também foi estabelecido o prazo de dez dias, contado a partir da citação, para que a defesa apresente resposta à acusação.
O recebimento da denúncia representa o início da ação penal, etapa em que o acusado passa a responder formalmente perante a Justiça. As acusações ainda serão analisadas durante a tramitação do processo, com apresentação das provas e manifestação da defesa.

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