Mistério na madrugada: morador relata encontro com figura desconhecida e vive noite de pânico em Alegrete

Um relato cercado de medo, perplexidade e inúmeras interrogações passou a chamar a atenção de moradores de Alegrete após a circulação de um áudio em grupos de WhatsApp.

Na gravação, um jovem descreve uma experiência vivida durante a madrugada e faz um alerta a vizinhos e moradores da região. O episódio, segundo ele, foi tão marcante que dificilmente será esquecido.

A reportagem do Portal Alegrete Tudo conversou, com exclusividade, com Matheus S. C., de 18 anos, morador do bairro Nova Brasília. O contato ocorreu após o conhecimento do áudio que rapidamente se espalhou entre grupos de mensagens. Durante a entrevista, o jovem detalhou o que afirma ter presenciado e relatou momentos de intenso medo vividos naquela madrugada do dia 8 de junho.

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Trabalhador e residente no bairro Nova Brasília, Matheus vive com a esposa e conta que ambos assistiam televisão, por volta da 1h, quando a tranquilidade foi interrompida por um barulho vindo de uma janela basculante da residência. Inicialmente, acreditou que pudesse ser apenas mais um ruído comum da madrugada, mas a insistência do som despertou sua atenção.

Ao olhar através do vidro, percebeu a presença de um vulto do lado de fora da casa. Sem conseguir identificar exatamente o que era, observou que a figura se deslocava pelo pátio da residência. Pouco depois, segundo seu relato, o ser ou animal dirigiu-se até a porta da casa e começou a empurrá-la repetidamente.

“Parecia que queria entrar. Naquele momento pensei que pudesse ser alguém tentando invadir a residência”, contou.

Assustado com a situação e preocupado com a segurança da esposa, o jovem decidiu acionar a Brigada Militar. No entanto, o que viria a seguir seria, segundo ele, ainda mais perturbador.

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Matheus afirma que, enquanto observava a movimentação do lado de fora, começou a sentir um odor extremamente forte e desagradável vindo do pátio. O cheiro, segundo descreve, era diferente de qualquer coisa que já havia sentido anteriormente, como uma carniça, e aumentou ainda mais sua sensação de insegurança.

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Mesmo tomado pelo receio, resolveu abrir a porta para verificar o que estava acontecendo. Foi nesse momento que afirma ter presenciado a cena que continua sem conseguir explicar.

Debaixo de uma árvore localizada no pátio da residência, o jovem diz ter visualizado uma figura de coloração branca, com marcas que pareciam sangue espalhadas pelo corpo. O contato visual durou poucos instantes, mas foi suficiente para provocar um impacto que ele descreve como devastador.

“Parecia um animal, mas eu nunca tinha visto nada parecido. A impressão era de estar olhando para algo saído de um filme de terror”, relatou ao Portal Alegrete Tudo.

Segundo Matheus, o susto foi tão grande que sua reação foi imediata. Ele fechou rapidamente a porta da residência e recuou para o interior da casa. Conforme seu relato, a figura também pareceu se assustar e fugiu do local, pulando o muro da propriedade.

O jovem relata que a força empregada durante a fuga causou danos em parte da estrutura superior da cerca, situação que pretende verificar com mais detalhes.

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Uma das dúvidas que naturalmente surgem diante de um relato dessa natureza é a ausência de fotografias ou vídeos. Questionado pela reportagem, Matheus explicou que o medo vivido naquele momento foi tão intenso que sequer cogitou registrar imagens.

“Eu não pensei em pegar celular, filmar ou tirar foto. Quando vi aquilo, só pensei em fechar a porta. Foi um susto muito grande”, afirmou.

Segundo ele, apenas horas depois percebeu que não havia qualquer registro que pudesse ajudar a identificar o que encontrou no pátio da residência. O episódio deixou marcas profundas. Matheus conta que passou o restante da madrugada acordado, sem conseguir voltar a dormir. O nervosismo foi tão intenso que chegou a cogitar procurar atendimento médico.

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“Fiquei em choque. Achei que poderia até precisar ir ao hospital por causa do pânico que senti. Nunca vivi nada parecido”, revelou. Mesmo horas após a ocorrência, o jovem admite que ainda não conseguiu recuperar totalmente a tranquilidade.

“Não sei quando vou conseguir ter uma noite normal novamente. Aquela imagem continua vindo na minha cabeça.” Matheus garante que seu objetivo ao compartilhar o relato não é criar polêmica ou alimentar especulações.

“Estou contando porque acho importante alertar as pessoas. Não sei o que era aquilo. Se eu tivesse condições financeiras, colocaria câmeras na casa para tentar descobrir o que apareceu no meu pátio”, disse.

A Brigada Militar foi acionada e compareceu à residência após o chamado realizado pelo morador. Conforme relatado, os policiais conversaram com ele e perceberam o elevado estado de nervosismo provocado pela situação.

Sem imagens, vestígios conclusivos ou qualquer outro elemento que permita identificar com precisão o que foi visto naquela noite, o caso permanece envolto em dúvidas. A ausência de registros concretos naturalmente abre espaço para diferentes interpretações. Entre as possibilidades estão a presença de um animal ferido, algum animal silvestre pouco conhecido pelos moradores da região ou até mesmo uma percepção influenciada pelas condições de baixa luminosidade e pelo impacto emocional do momento.

Entretanto, independentemente da explicação que um dia possa surgir, existe um aspecto que não pode ser ignorado: o medo vivido por quem estava no centro da ocorrência.

Para Matheus, a experiência foi real, intensa e suficiente para transformar uma noite comum em uma lembrança que dificilmente será apagada.

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Mistérios como esse costumam despertar curiosidade porque revelam algo que acompanha a humanidade desde os tempos mais antigos: a inquietação diante do desconhecido. Em uma época marcada por câmeras, celulares e tecnologia em praticamente todos os lugares, ainda existem acontecimentos que desafiam respostas imediatas e alimentam perguntas que permanecem sem solução.

No bairro Nova Brasília, a história segue sendo comentada por moradores e vizinhos. Alguns acreditam que uma explicação racional surgirá com o passar dos dias. Outros admitem que o relato provoca inquietação. Enquanto isso, permanece a pergunta que intriga quem ouviu a história e que, por enquanto, continua sem resposta:

O que estava sob aquela árvore na madrugada de segunda-feira?

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