O diagnóstico representa o primeiro registro da enfermidade em dez anos e acende um novo alerta para a circulação do vírus na cidade e para a necessidade de intensificar as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. O paciente é um homem de 30 anos, morador da região próxima ao Centro Administrativo Municipal, entre os bairros Assunção e Medianeira. Conforme a Vigilância Ambiental, o caso é considerado autóctone, ou seja, a infecção ocorreu dentro do próprio município.
Em entrevista ao Portal Alegrete Tudo, o coordenador da Vigilância Ambiental em Saúde, Daniel Falcão, informou que equipes técnicas realizaram uma inspeção na residência do paciente e nos imóveis localizados no entorno logo após a confirmação do diagnóstico. Segundo ele, durante a vistoria não foram encontrados focos do mosquito na residência. Mesmo assim, seguindo o protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde, será realizada a aplicação de inseticida na área próxima ao imóvel para reduzir o risco de transmissão.
Clique aqui para receber as notícias do PAT pelo Canal do WhatsApp
A borrifação, entretanto, depende das condições do tempo. De acordo com Falcão, a aplicação não pôde ser realizada no dia da inspeção porque havia chuva fraca. Como a umidade reduz significativamente a eficácia do inseticida, a Vigilância Ambiental aguarda um período de dois a três dias consecutivos de tempo firme para executar a ação.
Clique aqui para receber as notícias do PAT pelo Canal do WhatsApp
Outro ponto destacado pelo coordenador é que o paciente viajou somente após o surgimento dos primeiros sintomas, descartando a possibilidade de infecção em outro município. Esse fator confirmou que a transmissão ocorreu em Alegrete.
Alerta reforçado
Embora seja apenas o segundo caso confirmado desde 2016, o registro preocupa as autoridades sanitárias por demonstrar que o vírus está circulando no município. A chikungunya é transmitida pelo mesmo mosquito responsável pela dengue e pela Zika, o Aedes aegypti, o que significa que as medidas de prevenção são as mesmas para as três doenças.
Nos últimos anos, Alegrete enfrentou diversos períodos de aumento nos índices de infestação do mosquito e registrou surtos de dengue, situação que levou à intensificação das campanhas de fiscalização, visitas domiciliares e mutirões de limpeza. Agora, com a confirmação de transmissão local da chikungunya, a Vigilância Ambiental reforça que a colaboração da população é indispensável para impedir novos casos.
Clique aqui para receber as notícias do PAT pelo Canal do WhatsApp
Como prevenir
As autoridades orientam que cada morador reserve cerca de dez minutos por semana para vistoriar sua residência e eliminar possíveis criadouros do mosquito.
Entre as principais medidas estão:
eliminar qualquer recipiente que acumule água parada;
manter caixas d’água, tonéis e reservatórios sempre fechados;
limpar regularmente calhas e ralos;
guardar garrafas, baldes e recipientes virados para baixo ou em locais cobertos;
colocar areia nos pratos de vasos de plantas;
descartar corretamente pneus, sucatas e outros materiais que possam acumular água.
Clique aqui para receber as notícias do PAT pelo Canal do WhatsApp
Sintomas da doença
A chikungunya é uma doença viral que provoca, principalmente, febre alta de início súbito e fortes dores nas articulações. Também podem ocorrer dores musculares, dor de cabeça, manchas avermelhadas pelo corpo, cansaço intenso e mal-estar.
Diferentemente da dengue, uma das características da chikungunya é que as dores articulares podem persistir por semanas ou até meses, comprometendo a qualidade de vida dos pacientes.
A orientação é que pessoas com febre associada a dores intensas nas articulações procurem atendimento médico imediatamente. O diagnóstico precoce permite o acompanhamento adequado do paciente e auxilia a Vigilância em Saúde no monitoramento da circulação do vírus no município.
Com a confirmação deste novo caso, a Vigilância Ambiental segue monitorando a região onde ocorreu a transmissão e reforça que o combate ao Aedes aegypti continua sendo a principal estratégia para evitar o avanço da chikungunya, da dengue e da Zika em Alegrete.

Seja o primeiro a comentar