Alta dos custos desafia transporte coletivo em Alegrete apesar do subsídio municipal

Mesmo com a manutenção do subsídio municipal que mantém a tarifa do transporte coletivo urbano em R$ 4,80 para os usuários, a empresa responsável pelo serviço em Alegrete demonstra preocupação com o aumento dos custos operacionais e a sustentabilidade financeira do sistema.

Em janeiro deste ano, a Prefeitura de Alegrete confirmou a continuidade do subsídio ao transporte coletivo, medida que evita o reajuste da passagem. O município também conta com um Projeto de Lei que prevê o pagamento retroativo do benefício à concessionária.

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Na manhã da quarta-feira (1º), a reportagem conversou com o diretor da Expresso Fronteira D’Oeste, Rodrigo Perini. Segundo ele, os valores atualmente praticados já não acompanham a elevação das despesas da empresa.

“A minha preocupação é mais adiante não conseguir arcar com todos os compromissos”, afirmou o empresário.

Entre os principais fatores que pressionam as contas da concessionária estão o aumento dos custos com combustíveis, os reajustes salariais da categoria, a manutenção da frota e o elevado número de passageiros beneficiados pela gratuidade no transporte público.

Na quarta-feira, a Petrobras anunciou uma redução de R$ 0,35 por litro no preço do diesel para as distribuidoras, poucas horas após o Governo Federal confirmar o encerramento da subvenção ao combustível. No entanto, conforme explicou Perini, os dois movimentos praticamente se anulam.

Segundo ele, o valor cobrado às distribuidoras permanece em torno de R$ 3,30 por litro, sem reflexos significativos no custo final do combustível utilizado pela empresa.

Além disso, o diretor destaca que mais de 50 mil usuários utilizam o transporte coletivo por meio de gratuidades, fator que também impacta o equilíbrio econômico da operação.

“Alguém terá de pagar essa conta”, resumiu Rodrigo Perini.

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Procurado pela reportagem, o prefeito Jesse Trindade dos Santos reafirmou que a Administração Municipal mantém o repasse mensal de aproximadamente R$ 100 mil para subsidiar o transporte coletivo. O aporte garante a manutenção da tarifa urbana em R$ 4,80 e da passagem destinada aos estudantes do Instituto Federal Farroupilha (IFFar) em R$ 6,00.

O chefe do Executivo também informou que a Prefeitura trabalha na elaboração de um novo projeto licitatório para o transporte público de Alegrete, com o objetivo de modernizar o sistema e buscar alternativas para garantir a continuidade e a sustentabilidade do serviço. “O projeto licitatório possivelmente seja publicado nos próximos meses”, adiantou Trindade.

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1 Comentário

  1. Com o advento do transporte por aplicativo e a falta de confiança no transporte público (horário é qualidade) os coletivos andam vazio, está na hora de trocar por microônibus, isso barateia os custos. Deixando os Ônibus convencionais para horário e linhas com maior fluxo.

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