Com a chegada do inverno e das temperaturas mais baixas, um hábito tipicamente gaúcho volta a ganhar força em Alegrete: reunir amigos e familiares para a tradicional “largateada”, momento em que a bergamota se torna protagonista das rodas de conversa, praças e calçadas da cidade.
Presente na cultura do Rio Grande do Sul, a fruta cítrica é símbolo dos meses frios e marca o início da safra de citros no Estado. O período de colheita das bergamotas se estende de julho a setembro, contemplando variedades precoces, médias e tardias, que garantem o abastecimento ao longo do inverno.
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Neste ano, a expectativa para a produção gaúcha é positiva. As condições climáticas registradas durante o outono e o início do inverno, com dias amenos e noites mais frias, favoreceram o desenvolvimento dos pomares. A maior amplitude térmica contribuiu para intensificar a coloração da casca e aumentar o dulçor característico da fruta, resultando em bergamotas mais saborosas e atrativas para o consumidor.
Em Alegrete, a comercialização já ocorre diariamente em diversos pontos do município. Bancas improvisadas e caminhonetes carregadas com sacos da fruta chamam a atenção de quem circula pelas ruas da cidade, reforçando uma tradição que atravessa gerações.
Na esquina das ruas dos Andradas e Barão do Cerro Largo, um vendedor relata que a procura pela fruta aumentou nas últimas semanas. Segundo ele, as bergamotas deste ano estão ainda mais doces, o que tem impulsionado as vendas. “Todo dia sai bastante. Vendemos entre 50 e 80 sacos, dependendo do movimento e do clima. O pessoal já conhece e volta para comprar novamente”, conta.
A comercialização é feita por saco, ao valor de R$ 10. O preço acessível e a qualidade da fruta ajudam a manter a bergamota como uma das preferidas dos consumidores nesta época do ano nas mais diversas situações do dia a dia.
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Além da venda direta em bancas espalhadas pela cidade, a bergamota também é facilmente encontrada em mercados e supermercados de Alegrete. Nestes estabelecimentos, a comercialização ocorre por quilo, com preços que variam conforme a variedade da fruta e a oferta disponível. Entre os tipos mais comuns estão a pocã, a montenegrina e a bergamota comum, cada uma com características próprias de sabor, tamanho e quantidade de sementes. Em geral, o valor praticado no comércio local fica próximo ao preço encontrado nas vendas por saco, mantendo a fruta acessível aos consumidores durante toda a safra.
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Seja para acompanhar o chimarrão, reunir a família ou simplesmente aproveitar os sabores da estação, a bergamota segue ocupando um lugar especial na cultura gaúcha, transformando os dias frios em momentos de convivência

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