O sofrimento e a expectativa de recuperação de um menino de 12 anos que caiu do ônibus na rótula da Avenida Tiaraju, internado na Santa Casa de Alegrete, já vai fechar dois meses no dia 1° de novembro. A avó responsável por Carlos Eduardo, a aposentada Izaura Fagundes, relata que a sua vida mudou radicalmente desde o último dia 1 de agosto. “Estou há dois meses, durante o dia dentro do Hospital acompanhando a lenta recuperação do neto em dias de angústia, mas muita fé de que ele vai melhorar e voltar ao normal”.
No mês de agosto, quando o veículo estava lotado e o neto em pé, numa manobra do ônibus, a porta teria aberto e ele caiu no asfalto provocando um lesão grave em um pé e parte da perna. Um das rodas passou em cima do pé direito provocando a lesão que atingiu os nervos deixou o osso exposto.

Izaura diz que são bem atendidos e todos os dias fazem curativo, porém, a recuperação está lenta e já quiserem dar alta para que se recupere em casa. Porém, a idosa entende que como a recuperação está demorada, acredita não ser prudente levar o menino para casa temendo risco de infecções. A família está tentando que ele busque outro tratamento fora de Alegrete. Uma alternativa seria com a câmera hiperbárica disponível em Santa Maria.
O menino que fez o seu aniversário de 12 anos no último dia 25 de agosto, dentro da Santa Casa, estuda no escola Waldemar Borges no bairro Dr Romário e desde o acidente está sem frequentar as aulas. A avó diz, com emoção, que o neto que ela cria, às vezes chora, e não entende porque esta passando por isso, pois uma criança acostumado a correr, brincar e, agora, está há dois meses impossibilitado de se locomover e ter a vida normal de antes.
Ela conta que são cuidados intensivos para evitar infecções, pois uma lesão deste porte requer cuidados especiais e contínuos. Temos esperança que possam levá-lo para outro tratamento, pois nenhuma criança e sua família merecem passar por este sofrimento, atesta. Destaca que pessoas de várias religiões oram pelo seu neto e isso e gratificante.
O dono da empresa Fronteira Do Oeste, Rodrigo Perini, explica que desde o início quando houve o acidente manteve diálogo com a família e a Santa Casa para que dispensassem todos os cuidados necessários, e agora ele aguarda os desdobramentos já que o caso está na esfera judicial.
Sobre um outro possível tratamento
A câmara hiperbárica serve para oferecer mais oxigênio para os tecidos, quando existe alguma lesão, e é preciso mais oxigênio para reparação. Assim, a câmara hiperbárica serve para:
- Cicatrização de feridas;
- Queimaduras térmicas extensas e comprometimento de enxertos de pele;
- Infecções graves da pele, músculo ou tecido gorduroso;
- Anemia grave;
- Embolia gasosa ou gangrena gasosa;
- Envenenamento por monóxido de carbono;
- Osteomielite, lesões ou necrose óssea causada por radioterapia.

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