A mobilização provocada pelas baixas temperaturas registradas nas últimas semanas deu origem a uma força-tarefa que reúne a ONG OPAA, a Prefeitura de Alegrete e a clínica veterinária Mundo + Animal para ampliar os cuidados com o animal e orientar a população sobre a forma correta de ajudá-lo.
Figura conhecida de quem frequenta a Praça General Osório, Chica tornou-se um dos símbolos afetivos de Alegrete. O carinho que desperta entre os moradores, entretanto, precisa caminhar ao lado da informação, já que, apesar da proximidade com as pessoas, ela continua sendo um primata silvestre, com necessidades alimentares e comportamentais muito específicas.
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Segundo Lincoln Oliveira, da Mundo + Animal, o principal objetivo da ação é conscientizar a comunidade. Muitas pessoas oferecem alimentos acreditando estar ajudando, mas a prática pode comprometer seriamente a saúde do animal.
Por isso, a Prefeitura instalará placas informativas na praça indicando quais alimentos podem ser oferecidos. Entre eles estão frutas como pitanga, guabiju, cereja, frutos da palmeira-jerivá, banana, mamão, maçã, manga, goiaba e caqui. Ainda assim, os especialistas alertam que o consumo deve ser moderado, já que o excesso de frutas pode provocar problemas digestivos nos bugios.
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A iniciativa também prevê a instalação de um abrigo para que Chica possa se proteger da chuva e das baixas temperaturas. Como ela já está adaptada ao ambiente urbano e permanece na Praça General Osório há muitos anos, a estrutura oferecerá mais conforto e segurança durante os períodos de frio intenso.
Na natureza, os bugios alimentam-se principalmente de folhas jovens, brotos, flores e frutos, complementando a dieta com sementes, caules e líquens. Além da importância para sua própria sobrevivência, desempenham um papel fundamental na manutenção das florestas, contribuindo para a dispersão de sementes e a regeneração da vegetação.
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A mobilização em torno de Chica mostra que o afeto da comunidade pode produzir resultados concretos quando vem acompanhado de orientação técnica. Mais do que proteger um animal que conquistou o carinho dos alegretenses, a iniciativa fortalece uma cultura de respeito à fauna silvestre e de convivência responsável entre a cidade e a natureza.

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