Escola Waldemar Borges transforma educação em ferramenta de prevenção à violência contra a mulher

Há aprendizados que vão muito além dos conteúdos previstos no currículo escolar. São aqueles que ensinam sobre respeito, dignidade, cidadania e direitos humanos.

Em uma sociedade onde a violência contra meninas e mulheres ainda representa um dos maiores desafios sociais, a escola assume um papel decisivo na formação de cidadãos conscientes e capazes de transformar realidades.

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É com esse compromisso que a Escola Estadual Waldemar Borges, localizada no bairro Dr. Romário, na Zona Leste de Alegrete, desenvolve, de forma permanente, um conjunto de ações voltadas à prevenção e ao enfrentamento das violências de gênero. A proposta integra diferentes áreas do conhecimento e busca fortalecer a autoestima, estimular o protagonismo feminino e promover reflexões sobre igualdade, respeito e relacionamentos saudáveis.

Mais do que transmitir informações, o trabalho procura despertar consciência. Ao discutir direitos, combater preconceitos e incentivar o diálogo, a escola contribui para que meninas e meninos compreendam a importância da construção de relações baseadas no respeito mútuo, na valorização da diversidade e na rejeição de qualquer forma de violência.

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Como marco dessa trajetória, em 2025, a comunidade escolar produziu o minidocumentário “O Grito Silencioso”, uma iniciativa que mobilizou estudantes, professores e famílias em torno da reflexão sobre a violência contra a mulher. O projeto ganhou reconhecimento em diferentes espaços de debate e premiações, evidenciando o potencial da educação como instrumento de conscientização e transformação social.

A repercussão positiva do documentário impulsionou um novo passo nessa caminhada. Em março de 2026, foi criado o Coletivo Marias W.B., com o propósito de ampliar as ações já desenvolvidas pela escola e estabelecer um espaço permanente de acolhimento, escuta, formação e fortalecimento das mulheres da comunidade escolar e dos bairros próximos ao educandário.

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O coletivo nasceu para promover a autoestima, incentivar o protagonismo feminino, disseminar informações sobre os direitos das mulheres e fortalecer redes de apoio. Ao proporcionar momentos de diálogo e partilha de experiências, contribui para prevenir diferentes formas de violência e reforçar a participação cidadã das mulheres em sua comunidade.

Desde sua criação, o Coletivo Marias W.B. vem desenvolvendo uma série de atividades educativas e de mobilização social. Entre elas estão rodas de conversa com organizações da sociedade civil e instituições parceiras; produção e distribuição de materiais informativos em escolas, praças e espaços públicos; visita orientada ao Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), possibilitando às estudantes conhecer os serviços especializados de acolhimento e proteção; participação na SEMANECA; e a apresentação do projeto a representantes do Poder Legislativo, entre vereadores e deputados, ampliando sua visibilidade e fortalecendo o diálogo com políticas públicas voltadas à garantia dos direitos das mulheres.

Para a diretora da Escola Waldemar Borges, Cássia Aurélio, todas essas ações têm um objetivo que ultrapassa os limites da instituição de ensino.

“Nosso trabalho busca sensibilizar a comunidade escolar e a sociedade para o enfrentamento das violências contra a mulher, em Alegrete ou em qualquer outro lugar. Divulgamos a rede de proteção existente no município, incentivamos o protagonismo juvenil, fortalecemos a autonomia das meninas e mulheres, combatemos preconceitos e discriminações e promovemos uma cultura baseada no respeito, na igualdade de direitos e na valorização da diversidade”, afirma.

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Ao abrir espaço para o diálogo, incentivar a informação e fortalecer vínculos de apoio, a Escola Waldemar Borges reafirma que educar também significa cuidar. Significa preparar crianças e jovens não apenas para os desafios profissionais, mas para a convivência em uma sociedade mais justa, igualitária e humana.

Quando a escola escolhe enfrentar o silêncio com informação, o medo com acolhimento e a indiferença com educação, ela contribui para romper ciclos de violência e construir novos caminhos. É nesse encontro entre conhecimento, empatia e compromisso social que nasce uma transformação capaz de ultrapassar os muros da escola e alcançar toda a comunidade.

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