No trecho entre Cacequi e Uruguaiana, passando por Alegrete, dezenas de paradas ferroviárias desempenharam papel fundamental no desenvolvimento da Fronteira Oeste.
O antigo mapa da Viação Férrea do Rio Grande do Sul revela uma sequência de estações e paradas que hoje permanecem apenas na memória de antigos ferroviários, moradores e estudiosos da história regional.


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O trecho ferroviário
Saindo de Cacequi, importante entroncamento ferroviário do Estado, a linha seguia em direção a Alegrete passando por diversas paradas.




Entre elas estavam:
Unbu
São Lucas
Entroncamento
Saicã
Itapevi
Jacaquá
Tigre
Passo Novo
Freitas Valle
Palma
Alegrete
A estação de Alegrete tornou-se uma das mais importantes da região. Além do transporte de passageiros, era responsável pelo embarque de produtos agropecuários, madeira, couro, lã e mercadorias destinadas ao restante do Estado e ao Uruguai.

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De Alegrete até Uruguaiana
Após deixar Alegrete, o trem seguia rumo ao oeste, cruzando diversas localidades que hoje preservam parte dessa história.




ar As paradas identificadas no antigo traçado eram:
Capivai
Inhanduí
Guassu-boi
Ibirocai
Mirim
Carumbé
Toropasso
Parada Ibicui
Charqueada
Uruguaiana




Cada uma dessas paradas atendia fazendas, pequenas comunidades rurais e propriedades produtoras de gado, arroz e outros produtos agrícolas.
Embora muitas fossem estruturas simples — algumas apenas um abrigo para embarque e desembarque — desempenhavam papel estratégico para o desenvolvimento econômico da região.
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O trem transformou Alegrete
Durante grande parte do século XX, a ferrovia foi o principal elo entre Alegrete e outras cidades gaúchas.
Milhares de passageiros utilizavam diariamente os trens para viagens de estudo, trabalho, comércio e visitas familiares. O transporte ferroviário também movimentava a economia local por meio do escoamento da produção agropecuária.
A estação de Alegrete tornou-se um verdadeiro centro de convivência, reunindo ferroviários, comerciantes e viajantes.
Comunidades nasceram ao lado dos trilhos
Diversas localidades existentes até hoje surgiram justamente em função da ferrovia.
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As paradas serviam como ponto de encontro para moradores da zona rural, permitindo o embarque de pessoas e mercadorias. Em torno delas surgiram armazéns, escolas, capelas, pequenas vendas e moradias, formando núcleos populacionais que marcaram a ocupação da Fronteira Oeste.

O declínio da ferrovia
A partir das décadas de 1970 e 1980, com a expansão da malha rodoviária e o aumento do transporte por caminhões e ônibus, muitas linhas ferroviárias perderam importância.
O transporte de passageiros foi gradualmente sendo desativado, e várias estações e paradas acabaram abandonadas.
Hoje, muitas dessas estruturas desapareceram completamente, enquanto outras permanecem em ruínas ou incorporadas às propriedades rurais.




Patrimônio histórico
Apesar do tempo, a ferrovia continua viva na memória da população. Antigos ferroviários, pesquisadores e moradores defendem a preservação desse patrimônio, considerado parte importante da identidade cultural da Fronteira Oeste.
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Os antigos mapas ferroviários, trechos entre Cacequi, Alegrete e Uruguaiana, ajudam a reconstruir essa história, lembrando uma época em que o apito do trem marcava o ritmo das cidades e das comunidades espalhadas ao longo dos trilhos.
Mais do que um meio de transporte, a ferrovia foi responsável por integrar municípios, impulsionar o desenvolvimento econômico e aproximar pessoas, deixando um legado que permanece vivo na memória da região.
Fotos: Marcos Santierri, Eduardo Dambroz, João Batista Padilha, Gunnar Gil, Fabian Iglesias e Aventureiros do TPS

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