Atualmente, predomina o estádio de desenvolvimento vegetativo das lavouras, embora as áreas implantadas mais precocemente já iniciem a transição para a fase reprodutiva, com o surgimento das primeiras flores. Segundo a Emater, a variabilidade no desenvolvimento das plantas é reflexo do amplo período de semeadura registrado nesta safra.
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As baixas temperaturas e as geadas de fraca intensidade ocorridas nas últimas semanas não provocaram danos significativos às lavouras, sendo registrados apenas efeitos pontuais em áreas mais sensíveis. No entanto, a elevada umidade do solo e a baixa incidência de radiação solar acabaram desacelerando o crescimento vegetativo e dificultando a realização de algumas práticas de manejo, especialmente a adubação nitrogenada em cobertura e o controle de plantas daninhas.
Apesar desses desafios, o cenário segue positivo. As lavouras apresentam bom padrão sanitário e, até o momento, não há registros expressivos de pragas ou doenças. Ainda assim, a Emater reforça a necessidade de monitoramento fitossanitário, principalmente diante da aproximação do período reprodutivo.
A área cultivada com canola no Estado está estimada em 353.397 hectares, com produtividade média projetada de 1.619 quilos por hectare. A expectativa é de uma produção de aproximadamente 571.975 toneladas, representando crescimento superior a 100% em comparação à safra anterior. O avanço da cultura é impulsionado pela entrada de novas empresas fomentadoras, que oferecem assistência técnica, incentivos para implantação das lavouras e contratos com preços futuros, proporcionando maior segurança aos produtores.
Em Alegrete, o produtor rural Eduardo Marchezan observa que a confiança dos agricultores na canola permanece elevada, mesmo diante das previsões de excesso de chuva para os próximos meses. Ele relata que sua propriedade foi uma das pioneiras na diversificação das culturas de inverno na região, cultivando ao longo dos anos trigo, canola, girassol e painço. Neste ano, porém, optou por não investir na oleaginosa em razão das condições climáticas previstas.
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Apesar da decisão individual, Marchezan destaca que muitos produtores seguem apostando na cultura. “Pelo que tenho acompanhado, aumentou bastante a área de canola e também de carinata. Os produtores acreditam mais na canola, mesmo com previsão de chuva, do que no trigo”, afirmou.
Segundo o produtor, o fortalecimento das empresas que atuam no setor tem sido determinante para a expansão da cultura, oferecendo maior segurança comercial e incentivando novos investimentos nas lavouras de inverno.

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