Novo aterro sanitário de Alegrete recebe primeira carga de resíduos

O novo aterro sanitário regional de Alegrete recebeu, na última terça-feira (3), a primeira carga de resíduos sólidos, marcando o início das atividades de recebimento na unidade da Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR).

A estrutura representa uma nova etapa para a destinação dos resíduos urbanos do município e da região da Fronteira Oeste.

A primeira descarga foi acompanhada pelo prefeito Jesse Trindade, pelo vice-prefeito Luciano Belmonte, pela secretária municipal de Meio Ambiente, Gabriela Segabinazzi, além de representantes responsáveis pelo empreendimento e servidores municipais.

Com investimento privado de aproximadamente R$ 14 milhões, o projeto prevê uma estrutura com capacidade para receber cerca de 300 toneladas de resíduos por dia, atendendo à demanda regional por uma alternativa adequada para a destinação do lixo urbano.

Localizado a aproximadamente 20 quilômetros da área urbana de Alegrete, na estrada municipal que liga a BR-290 ao distrito de Vasco Alves, no conhecido corredor dos Quinteiros, o empreendimento foi planejado para receber resíduos de diferentes municípios.

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Com a entrada em funcionamento da unidade, Alegrete deixa de transportar seus resíduos até Santa Maria, reduzindo a distância percorrida e os custos logísticos da operação. Conforme as informações divulgadas pela Administração Municipal, a previsão é de que, nesta quarta-feira (4), sejam realizadas três viagens para transportar resíduos do município até o novo aterro.

Estrutura regional e geração de oportunidades

Além de atender Alegrete, o empreendimento possui potencial para receber resíduos de outros municípios da região, ampliando sua abrangência e criando novas possibilidades de receita e movimentação econômica.

A unidade conta com licenciamento da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e integra uma iniciativa voltada à destinação adequada dos resíduos sólidos urbanos.

Outro aspecto mencionado pela Administração Municipal é a possibilidade de, futuramente, implantar uma usina de aproveitamento do gás metano produzido a partir da decomposição dos resíduos. A alternativa poderá agregar valor ao empreendimento e permitir o aproveitamento energético do material gerado no aterro.

A chegada da primeira carga representa o início de uma nova etapa na gestão dos resíduos em Alegrete, com uma estrutura localizada no próprio município e planejada para atender também outras cidades da Fronteira Oeste.

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