O encerramento das safras de arroz e soja, pilares da economia local, não representa apenas a conclusão de um ciclo produtivo no campo, mas também um reflexo imediato no mercado de trabalho e na vida econômica do município.
Quando a colheita termina, a terra descansa, mas a cidade sente. O ritmo desacelera, o comércio percebe a queda no fluxo, e a empregabilidade acompanha esse compasso natural da economia baseada no agronegócio.
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No posto de atendimento do SINE, vinculado à FGTAS, esse movimento se traduz em números constantes ao longo do ano. São cerca de 200 encaminhamentos mensais para o seguro-desemprego na agência local. Entre os que buscam o benefício estão peões de pecuária, trabalhadores de serviços gerais de lavoura, empregados domésticos e profissionais do comércio.
De acordo com o coordenador da agência do SINE/FGTAS em Alegrete, Jeferson Brunning, essa movimentação está diretamente ligada ao período de entre safra das culturas agrícolas cultivadas no município, que contratam trabalhadores por temporada.
“Como o agro é a base da economia do município, se alguma safra e comercialização de qualquer produto não vai bem isso tem reflexo direto em toda cadeia comercial que perde em vendas e, por conseguinte, acaba também dispensando colaboradores”, analisa.
Brunning destaca ainda que há expectativa de melhora no cenário, justamente pela forte dependência econômica da região em relação ao agronegócio, tanto nas lavouras quanto nas indústrias ligadas ao setor. Segundo ele, o fenômeno não é exclusivo de Alegrete, mas se repete em diferentes regiões do Estado, onde a economia também acompanha o ritmo das safras.
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Ele espera que este quadro possa melhorar, já que a economia do município depende em grande parte do agro, tanto das lavouras quanto das indústrias. Brunning ainda lembra que esse cenário é praticamente geral e também afeta a economia do Rio Grande do Sul como um todo.
No fim, o que se observa em Alegrete é um retrato fiel de uma economia que pulsa conforme o campo: cresce com a safra, desacelera na entre safra e se reorganiza a cada novo ciclo. Um movimento contínuo que sustenta a produção, mas que também impõe desafios sociais e trabalhistas a cada virada de estação.
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