Alegretense esteve na linha de frente no atendimento durante temporal que atingiu Maringá

O temporal que atingiu Maringá, no Norte do Paraná, na madrugada de segunda-feira (2), provocou estragos em diferentes regiões do município e também afetou os serviços de atendimento à população. Entre as dificuldades enfrentadas pelas equipes de emergência esteve a comunicação com os moradores e o deslocamento até os locais das ocorrências.

A reportagem do Portal Alegrete Tudo (PAT) conversou com a alegretense Eduarda Richardt, estudante de Medicina da Unicesumar, que vivenciou os impactos do temporal durante seu primeiro dia de plantão no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Eduarda está finalizando o quinto ano da graduação e deve concluir a faculdade em 2027. Durante o internato, etapa de práticas finais da formação médica, ela iniciou as atividades junto à equipe do SAMU justamente na manhã seguinte ao temporal.

Segundo a estudante, embora a previsão já indicasse possibilidade de chuva, a dimensão do fenômeno e dos estragos só ficou evidente após o amanhecer. Ela relatou que acordou durante a madrugada com a intensidade do vento, mas não imaginava a proporção dos danos registrados na cidade.

No atendimento às ocorrências, uma das primeiras dificuldades foi a comunicação. Conforme Eduarda, a equipe estava sem rádio e o telefone 192 apresentava instabilidade, o que prejudicava o recebimento dos chamados e a organização dos atendimentos.

Outro obstáculo foi chegar aos locais das ocorrências. De acordo com a estudante, diversas ruas estavam bloqueadas por árvores e postes caídos, fios de energia elétrica soltos e materiais que haviam sido arrancados de residências, edifícios e estabelecimentos comerciais.

A estrutura do Corpo de Bombeiros também foi atingida pelo temporal, situação que comprometeu parte dos trabalhos de resposta à emergência. Eduarda destacou que os danos dificultaram procedimentos como a retirada de árvores que haviam caído sobre veículos, além de interferirem no atendimento à comunidade.

Na manhã de segunda-feira, a demanda de atendimentos foi menor, segundo a estudante. Ela acredita que a dificuldade de comunicação da população com os serviços de emergência também tenha contribuído para esse cenário.

Uma das ocorrências atendidas pela equipe envolveu um paciente que sofreu uma queda da própria altura dentro de casa. Conforme o relato, o chão estava molhado em razão de goteiras provocadas pelo temporal.

A experiência marcou o primeiro contato de Eduarda com o serviço de urgência móvel durante o internato. Antes disso, ela já havia passado por estágios nas áreas de cirurgia, ginecologia e obstetrícia, medicina da família e comunidade, clínica médica e psiquiatria, entre outras especialidades.

Nesta semana, a estudante seguirá as atividades práticas em hospitais da região, com plantões nos setores de urgência e emergência, sem retornar ao SAMU.

Ao falar sobre a situação de Maringá, Eduarda destacou a dimensão dos estragos e o impacto visual deixado pelo temporal. “O estrago foi realmente muito grande e assustador. Muito triste ver a situação da cidade.

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