O grande nome da partida foi o atacante Erling Haaland, autor dos dois gols da equipe norueguesa. Neymar, que entrou no decorrer do segundo tempo, descontou para o Brasil ao converter um pênalti já nos acréscimos, mas a reação veio tarde demais.
A eliminação teve um roteiro de oportunidades desperdiçadas. Logo no primeiro tempo, o Brasil teve a chance de abrir o placar, mas Bruno Guimarães cobrou um pênalti defendido pelo goleiro Ørjan Nyland. O lance acabou sendo determinante para o desfecho da partida, já que a Seleção não conseguiu transformar o domínio territorial em vantagem no marcador.
Na etapa final, a Noruega foi mais eficiente. Haaland abriu o placar de cabeça após cruzamento para a área e, nos minutos finais, voltou a marcar, desta vez em um chute preciso que ampliou a vantagem. Neymar ainda converteu uma penalidade nos acréscimos, diminuindo para 2 a 1, mas não havia mais tempo para buscar o empate.
Jejum aumenta
Com a derrota, o Brasil amplia para 28 anos o período sem conquistar uma Copa do Mundo. O último título foi em 2002, na Coreia do Sul e no Japão. Desde então, a Seleção disputou seis edições do torneio sem alcançar o tão esperado hexacampeonato.
Além disso, a equipe voltou a ser eliminada nas oitavas de final pela primeira vez desde a Copa de 1990, quando foi derrotada pela Argentina por 1 a 0, na Itália. Entre 1994 e 2022, o Brasil sempre havia alcançado ao menos as quartas de final.
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Tabu diante da Noruega permanece
A derrota também manteve um incômodo retrospecto histórico. Em confrontos entre as seleções principais, o Brasil segue sem jamais vencer a Noruega. Agora, o histórico registra cinco partidas, com três vitórias norueguesas e dois empates. O encontro mais lembrado até então havia sido a derrota por 2 a 1 na fase de grupos da Copa do Mundo de 1998, na França.
Futuro da Seleção
A eliminação encerra a primeira campanha de Carlo Ancelotti em uma Copa do Mundo no comando da Seleção Brasileira e abre espaço para avaliações sobre o planejamento do futebol brasileiro para o próximo ciclo.
Com isso, o sonho do hexacampeonato fica adiado para a Copa do Mundo de 2030, quando o Brasil buscará voltar ao topo do futebol mundial após quase três décadas sem levantar o principal troféu do esporte.

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