Produtores ouvidos durante a Expointer, uma das maiores feiras agropecuárias do Brasil, consideram que a medida pode afetar a imagem da carne brasileira no exterior, além de reduzir o mercado internacional.
Com a medida, o país fica impedido de exportar carne bovina, suína, frango, mel, pescados e ovos para as 27 nações do bloco. O bloco europeu afirma que não há comprovação suficiente de que a produção brasileira esteja livre de medicamentos proibidos na Europa.
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A UE anunciou a medida em maio, após excluir o Brasil da lista de países que cumprem as suas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. Essas substâncias são usadas para tratar infecções em animais, mas o bloco proíbe seu uso para estimular o crescimento. Também proíbe o uso, em animais, de antimicrobianos reservados ao tratamento de seres humanos.
O mercado europeu “era quase uma credencial para as habilitações para o resto do mundo, porque é bastante exigente”:
“Isso nos qualificava para a busca de outros mercados também. Nós temos um produto de excelência, qualidade sanitária e um controle sanitário muito robusto, que nos faz conquistar a maior parte dos mercados em nível mundial”, completa o presidente da Fecocarne.
No ano passado, o Brasil foi o segundo maior exportador de carne bovina para a União Europeia.

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