“Eu e meu amigo”: o popular Luís transforma fotos em símbolo de amizade e alegria

Em meio à rotina das ruas, eventos e encontros em Alegrete, uma figura já se tornou conhecida por arrancar sorrisos e registrar momentos inusitados.

Com o bordão “Eu e meu amigo”, Luis Ismael Menezes morador do Bairro Macedo, carinhosamente apelidado por “Bunda”, vem conquistando espaço e carinho da comunidade ao abordar pessoas para fotos espontâneas, criando uma marca simples, mas cheia de significado.

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A ideia, que começou de forma despretensiosa, rapidamente ganhou popularidade. Segundo ele, tudo surgiu naturalmente, em meio a interações do dia a dia. “Foi uma brincadeira que pegou. Comecei a falar ‘eu e meu amigo’ na hora da foto e as pessoas gostaram. Posto tudo no meu Facebook, quando menos esperam, já estou tirando foto com eles”, conta.

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O que poderia ser apenas um registro casual acabou se transformando em um momento de conexão entre amigos. Em muitos casos, as pessoas comentam sobre os amigos, inclusive alegretenses que residem longe da cidade e passam a compartilhar a imagem como uma lembrança em comum.

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A abordagem descontraída é uma das marcas registradas de Ismael. Em vez de esperar, ele costuma tomar a iniciativa, sempre com bom humor e respeito. “A maioria aceita, entra na brincadeira. É algo leve, que faz bem”, relata. Ainda assim, quando alguém prefere não participar, a decisão é prontamente respeitada, mas ele logo responde, não lembro disso acontecer.

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Ao longo do tempo, as situações curiosas se acumularam. Histórias engraçadas, reencontros e até amizades surgiram a partir das fotos. “Já encontrei gente depois que disse: ‘eu sou teu amigo daquela foto’. Isso é muito legal”, comenta.

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Além das ruas, as fotos de Luís ganhou espaço nas redes sociais, onde as imagens são compartilhadas e repercutem entre moradores. O reconhecimento nas ruas se tornou cada vez mais frequente, reforçando o alcance da iniciativa.

Mais do que um simples bordão, “Eu e meu amigo” acabou se tornando uma forma de espalhar leveza e aproximar pessoas. Para ele, o principal objetivo é justamente esse: levar alegria. “Às vezes a pessoa está num dia ruim, e aquele momento muda um pouco. Já vale a pena”, afirma.

Sem grandes pretensões, mas com muito carisma, o alegretense segue circulando pela cidade, sempre pronto para mais um registro. E para quem ainda não participou, o convite está implícito — basta estar preparado para, de repente, se tornar “amigo” em uma foto que pode marcar o dia.

Em tempos de conexões cada vez mais digitais, iniciativas simples como essa mostram que o contato humano, o riso e a espontaneidade ainda têm um espaço especial na vida cotidiana. Ah, e um detalhe, a foto acontece na fila do supermercado, na farmácia, no ônibus, no consultório e até no açougue.

Confira a entrevista na íntegra:

PAT – Como surgiu a ideia de tirar fotos com o bordão “Eu e meu amigo”?
A ideia surgiu de forma bem natural. Eu sempre gostei de interagir com as pessoas na rua, trocar uma ideia, brincar… aí um dia tirei uma foto com alguém e soltei “eu e meu amigo” meio no improviso. Quando vi, virou uma marca.

PAT – Você lembra de quando fez isso pela primeira vez?
Lembro sim, foi algo totalmente despretensioso. Nem imaginava que aquilo ia virar algo recorrente. Era só mais um momento divertido que acabou ficando.

PAT – No começo, você imaginava que isso faria tanto engajamento na rede social?
De jeito nenhum. Foi uma surpresa total. Começou simples e, quando percebi, a galera já estava esperando as fotos, comentando, compartilhando… foi crescendo naturalmente.

PAT – Por que “Eu e meu amigo”? Tem alguma história por trás da frase?
A frase é simples, mas tem um significado forte pra mim. “Meu amigo” é qualquer pessoa — independente de conhecer ou não. É uma forma de mostrar proximidade, respeito e igualdade.

PAT – Você costuma abordar as pessoas ou elas já vêm pedir a foto?
Hoje em dia acontece dos dois jeitos. No começo eu abordava mais, agora muita gente já vem até mim pedindo pra fazer parte.

PAT – Tem algum “ritual” ou jeito específico de fazer as fotos?
Não tem nada muito ensaiado. É tudo espontâneo. Chego, converso, deixo a pessoa à vontade e aí sai a foto. O importante é ser verdadeiro.

PAT- Qual foi a situação mais engraçada ou inusitada que já aconteceu?
Já teve de tudo… gente que ficou nervosa, gente que fez pose inesperada, até quem entrou na foto do nada. Essas surpresas são as melhores.

PAT – Já teve alguém que não quis participar? Como você lida com isso?
Sim, e é super normal. Nem todo mundo gosta de aparecer, e eu respeito totalmente. A ideia nunca foi forçar nada.

PAT – Alguma história que te marcou mais?
Várias. Principalmente quando alguém vem falar que aquele momento fez diferença no dia dela. Isso marca muito mais do que qualquer número na internet.

PAT – O que te motiva a continuar fazendo isso?
As pessoas. O carinho, o sorriso, a troca. Isso é o que me faz continuar.

PAT – Para você, qual é o significado dessas fotos?
Pra mim é conexão. É mostrar que, mesmo desconhecidos, a gente pode criar um momento de proximidade e leveza.

PAT – Você acredita que isso leva alegria para as pessoas?
Com certeza. Às vezes é um gesto simples, mas que muda o dia de alguém. E isso já vale tudo.

PAT – Quem ainda não tirou foto contigo… pode se preparar?
Pode sim! Se me encontrar na rua, já sabe… virou meu amigo também.

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3 Comentários

  1. Parabéns pela iniciativa, meu amigo. O que começou de forma simples, quase sem pretensão, hoje carrega um valor enorme.
    Lembro de anos atrás, quando o Luizinho me encontrava e sempre dizia: “vamos bater uma foto”. Na época, eu já achava aquilo especial, mas confesso que não tinha a dimensão do que aquilo representava.
    Esses dias, nos encontramos no mercado. Conversamos, rimos, colocamos o papo em dia… e, na despedida, veio de novo: “peraí, vamos bater uma foto”. Naquele instante, tudo fez sentido.
    Porque não é só uma foto. É o registro de um encontro, de um momento, de uma história que, muitas vezes, nunca mais se repete da mesma forma.
    O que tu estás fazendo, Luizinho, vai muito além de fotografar pessoas. Tu estás guardando memórias. Está construindo, aos poucos, um acervo cheio de vida, de rostos, de histórias.
    E isso não tem preço.
    Fica só uma dica de amigo: no futuro, organiza esse material, coloca nomes, pequenas legendas… porque lá na frente, quando o tempo passar, essas imagens vão ter ainda mais valor.
    Muita gente vai se emocionar ao se encontrar ali. Vai matar a saudade. Vai lembrar de quem foi, de quem esteve junto. E tudo isso graças ao teu olhar e a tua visão.

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