Homem que atirou na cabeça da vítima é condenado a 14 anos de prisão em Alegrete

CREATOR: gd-jpeg v1.0 (using IJG JPEG v62), quality = 82

Tribunal do Júri de Alegrete condena homem a 14 anos de prisão por tentativa de homicídio

O Tribunal do Júri da Comarca de Alegrete condenou, na quinta-feira (11), Santino Alves Bueno Filho a 14 anos de reclusão, em regime inicial fechado, por tentativa de homicídio qualificado. O julgamento foi presidido pelo Juiz de Direito Rafael Echevarria Borba, titular da Vara Criminal da Comarca de Alegrete. Os jurados reconheceram que o crime foi praticado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

De acordo com o processo, o fato ocorreu na noite de 12 de agosto de 2021, nas proximidades da Igreja Vila Nova, em Alegrete. Conforme a denúncia, o réu efetuou um disparo de arma de fogo contra a cabeça da vítima, atingindo a região da boca. A vítima sobreviveu porque recebeu atendimento médico imediato, mas sofreu graves lesões, incluindo traumatismo craniofacial e sequelas permanentes na mandíbula, que comprometeram sua fala e causaram dores crônicas.

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acolheu a tese acusatória de tentativa de homicídio qualificado. Na dosimetria da pena, o magistrado destacou, entre outros aspectos, a gravidade das consequências sofridas pela vítima e o fato de o crime ter sido cometido durante o período noturno. Em razão de o homicídio não ter sido consumado, foi aplicada a redução prevista para a tentativa, resultando na pena definitiva de 14 anos de reclusão.

O juiz Rafael Echevarria ressaltou que as sequelas deixadas pelo disparo foram extremamente graves e permanentes, circunstância que elevou a reprovação da conduta. Também observou que o réu realizou todos os atos necessários para consumar o crime, que somente não resultou em morte por fatores alheios à sua vontade, especialmente pelo socorro médico recebido pela vítima.

⚠️Todo conteúdo reproduzido nesta página é exclusivo do Alegrete Tudo e protegido por direitos autorais. É vedada a reprodução total ou parcial sem autorização prévia e expressa, mesmo com a devida citação da fonte.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*