Da divisa com Rosário do Sul até os limites com Uruguaiana, por exemplo, são mais de 200 quilômetros de distância.
Quem viaja pelos corredores, estradas vicinais e rincões alegretenses para chegar às propriedades rurais conhece de perto a grandiosidade do município. Ao longo do caminho, a paisagem revela uma riqueza singular, formada por extensos campos, fauna e flora nativas, construções históricas e as tradicionais cercas de pedra que atravessam gerações.
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É uma história preservada na própria paisagem. As planícies e coxilhas que moldam o cenário inspiram músicos, poetas, fotógrafos e artistas que encontram no campo alegretense uma fonte permanente de inspiração. Cada curva da estrada, cada mata, cada arroio e cada horizonte sem fim reforçam a identidade de um dos maiores municípios do Rio Grande do Sul.

Em muitas propriedades, as antigas porteiras e portões guardam não apenas a entrada das estâncias, mas também a memória de famílias que, há décadas, mantêm viva a tradição do trabalho no campo. São nomes que atravessam gerações e ajudam a contar a história da formação rural de Alegrete.
No Corredor dos Três Capões, por exemplo, o técnico agrícola e vereador Leandro Meneghetti registrou os nomes de diversas propriedades localizadas ao longo dessas estradas do interior. O levantamento evidencia a diversidade de estâncias e fazendas que compõem a paisagem rural e preservam a identidade das comunidades espalhadas pelos rincões do município.
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Outro elemento que chama a atenção de quem percorre o interior são as históricas cercas de pedra. Construídas com a técnica da pedra solta, sem o uso de argamassa, elas representam um importante patrimônio da arquitetura rural. Erguidas com pedras recolhidas dos próprios campos, essas estruturas serviram, ao longo do tempo, para delimitar propriedades, proteger rebanhos e organizar o espaço produtivo.
Em alguns locais, essas cercas impressionam pela extensão, formando quilômetros de muros que se interligam e atravessam coxilhas, sangas e campos abertos. Mais do que simples divisões de terra, elas são testemunhas silenciosas da ocupação do pampa e da história das famílias que construíram e desenvolveram o interior alegretense.
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Percorrer o campo de Alegrete é, portanto, muito mais do que viajar por longas distâncias. É conhecer um território onde natureza, cultura, tradição e memória caminham lado a lado, reforçando, a cada quilômetro, o significado do nome que orgulha seus habitantes: o verdadeiro Baita Chão.


Fotos: Leandro Menegeutti e Virginia Abreu Filho

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