Maria da Penha marca o primeiro dia de paralisação da Polícia Civil

No primeiro dia de paralisação da Polícia Civil em Alegrete, foram registrados três boletim de ocorrência relacionados a Lei Maria da Penha.

Não bastasse ser o crime mais registrado na DPPA, os dois casos expuseram o drama enfrentado pela mulher nos casos extremos de violência doméstica.

Em 12 horas, o plantão da Delegacia de Polícia atendeu dois casos envolvendo gravidade contra a mulher. Em um deles, um homem de 47 anos, empunhando um revólver invadiu a casa da ex-sogra, onde a mulher está residindo e intimidou a vítima.

 

Conforme registro na Polícia Civil, o relacionamento de seis anos acabou e, há seis meses o suspeito não aceita o fim. Ele deu prazo até o próximo sábado, para mulher voltar para casa alegando que se não voltar, vai matá-la, assim como o namorado da mesma. A vítima de 33 anos, pediu medidas protetivas e vai ingressar na Justiça para tentar solucionar o caso.

Já no Capão do Angico, uma pertubação da tranquilidade acabou em violência doméstica. Acostumado a chegar em casa embriagado, conforme depoimento da vítima de 42 anos, o homem de 47, chegou mais uma vez bêbado e, após derrubar o portão, deu pontapés na porta da casa. A mulher não abriu a porta e recebeu ameaças do suspeito que portava uma faca.

Ela jogou as roupas do indivíduo para fora de casa e o mandou embora. Bastante contrariado, o acusado insistiu com mais ameaças e, com a faca na mão ordenou que a mulher o deixasse entrar.

A vítima pediu socorro ao 190, onde os policiais foram até a residência e prenderam o indivíduo. A arma foi apreendida e o caso registrado na DP, com pedido de medidas protetivas e ingresso na Justiça. O acusado após ter sido apresentado foi ouvido e liberado.

Os policiais civis permanecem na paralisação até às 18 h, desta quinta-feira (14). Ainda nesta manhã foram recebidos na Câmara de Vereadores, que votou uma moção de repúdio ao pacote de retrocesso da segurança pública promovido pelo atual governador Eduardo Leite/PSDB.

Até às 18 h, será mantido o atendimento somente de casos graves, como homicídios, latrocínios, feminicídios, Lei Maria da Penha com pedido de medidas protetivas, crianças vítimas, estupros e prisões em flagrante com análise criteriosa da autoridade policial, entre outros. A entidade de classe recomendou que sejam suspensas por exemplo diligências e investigações, operações e cumprimento de ordens judicias, confecção de inquéritos e termos circunstanciados. Não haverá cumprimento de mandados de busca e de prisão, circulação de viaturas, não serão remetidos procedimentos ao Judiciário.

Júlio Cesar Santos

 

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