A constatação é da Análise Semanal de Preços do Gado Gordo e de Reposição, elaborada pelo Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (NESPro), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Segundo o levantamento, os preços do boi gordo permaneceram estáveis nesta semana, sem variação em relação ao período anterior. Para os pesquisadores, a oferta reduzida de animais continua sendo o principal fator de sustentação do mercado, mesmo diante do aumento da oferta de carne oriunda de outros estados.
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Outro fator que contribui para esse cenário é o excesso de chuvas registrado no Estado. Conforme o NESPro, as precipitações dificultam o transporte e o escoamento dos animais das propriedades até os frigoríficos, reduzindo a disponibilidade de oferta e reforçando a manutenção das cotações. Já no mercado do gado de reposição, o comportamento foi diferente. A maioria das categorias apresentou queda nos preços ao longo da semana, com exceção da terneira, que registrou valorização de 1,23%.
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De acordo com a análise, as fortes chuvas e os temporais que atingem diversas regiões do Rio Grande do Sul também têm prejudicado a comercialização de animais para reposição. Diante das dificuldades climáticas, muitos produtores optaram por adiar novas compras, reduzindo a demanda e pressionando as cotações para baixo nas demais categorias.
Embora o preço do boi gordo tenha permanecido estável, esse cenário também pode chegar ao consumidor. Com a oferta restrita de animais e custos sustentados para os frigoríficos, parte desse aumento pode ser repassada ao varejo caso a situação persista nas próximas semanas. No entanto, o impacto nos preços da carne dependerá de fatores como estoques, concorrência entre os estabelecimentos e da política comercial adotada pelos frigoríficos e supermercados.

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