Por 7 votos a 6, Câmara mantém veto à isenção de IPTU para pessoas com TEA

A Câmara manteve, durante a 34ª Sessão Ordinária realizada na noite de segunda-feira (22), o veto total da Prefeitura ao Projeto de Lei Ordinária nº 0084/2025, que previa a concessão de isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e portadores de doenças graves.

O projeto, de autoria do vereador Jaime Duarte, havia sido aprovado pelo Legislativo e estabelecia a isenção do tributo para proprietários ou locatários de um único imóvel residencial utilizado exclusivamente como moradia da família, desde que a renda familiar per capita não ultrapassasse três salários mínimos. O benefício também contemplava responsáveis legais ou cônjuges de pessoas diagnosticadas com TEA ou com doenças graves previstas na proposta.

Entre as enfermidades contempladas estavam neoplasia maligna (câncer), HIV, paralisia cerebral, paraplegia, tetraplegia e insuficiência renal crônica em tratamento de hemodiálise.

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Justificativas do veto

Ao encaminhar o veto aos vereadores, a Prefeitura argumentou que o projeto apresenta impedimentos de ordem jurídica, fiscal e técnica que inviabilizam sua sanção.

Segundo a justificativa apresentada, o principal entrave está na ausência de um estudo técnico que demonstre o impacto financeiro da medida e estime a renúncia de receita para os cofres municipais. O Executivo ressaltou que tal exigência está prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal e deve acompanhar propostas que impliquem redução de arrecadação.

Além disso, foram apontadas fragilidades relacionadas à operacionalização e à fiscalização do benefício tributário, fatores que, segundo o governo municipal, dificultariam a implementação da medida nos moldes propostos.

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Debate em plenário

Durante a discussão da matéria, o autor do projeto, vereador Jaime, contestou os argumentos apresentados pelo Executivo. O parlamentar afirmou que iniciativas semelhantes já foram adotadas em outros municípios e defendeu a importância social da proposta para famílias que enfrentam elevados custos com tratamentos médicos e cuidados especiais.

O vereador José Rubens Rosa Pillar destacou que o projeto não se limitava às pessoas com TEA, abrangendo também cidadãos acometidos por diversas doenças graves. No entanto, ressaltou a necessidade de um estudo de impacto financeiro para avaliar os reflexos da eventual renúncia de receita sobre o orçamento municipal.

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Já o vereador João Monteiro reconheceu a relevância da demanda social apresentada, mas enfatizou que projetos dessa natureza precisam estar amparados por informações técnicas e financeiras que garantam sua viabilidade.

Resultado da votação

Após o debate, os vereadores apreciaram o veto do Executivo. O resultado foi de sete votos favoráveis à manutenção do veto e cinco votos contrários.

Votaram pela manutenção do veto:

Carol Figueiredo

Cléo Severo Trindade

Firmina Conceição Martins Soares

Gilmar de Lima Martins

João Monteiro

José Rubens Rosa Pillar

Paulo Antônio Berquó Farias

Votaram contra a manutenção do veto:

Jaime Duarte

Joceli Oviedo da Silva

Patty Bronze

Pedro Paraíso

Rudnei Martinez Pinto

Vagner da Rosa Fan

Os vereadores Eder de Oliveira Fioravante e Leandro Meneghetti não participaram da votação por estarem ausentes da sessão por motivos de saúde.

Com a decisão do plenário, o veto foi mantido e o projeto não entrará em vigor.

Outros projetos em pauta

Além da apreciação do veto, os parlamentares discutiram outras matérias durante a sessão.

O Projeto de Lei nº 0024/2026, que propõe a criação do Dia da Valorização da Vida do Nascituro e da Semana da Vida no Calendário Oficial do Município, teve sua votação adiada após pedido apresentado em plenário.

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Já o Projeto de Lei do Legislativo nº 0035/2026, que institui o programa municipal “Menos Tela, Mais Vida”, recebeu pedido de vistas, adiando temporariamente sua análise e votação.

Fotos: Assessoria CMA

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