Entre janeiro e junho, foram realizadas 299 consultas médicas na unidade prisional. Na área de saúde mental, foram contabilizados 255 atendimentos psicológicos, enquanto a equipe de enfermagem executou 195 procedimentos.
A assistência odontológica também integrou o atendimento aos custodiados, com a realização de 70 consultas. Além disso, duas visitas de acompanhamento nutricional foram registradas no período.
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Além da assistência em saúde, o Presídio Estadual de Alegrete também desenvolveu um amplo trabalho na área social. No primeiro semestre, foram realizados 458 atendimentos de assistência social aos apenados da unidade. Paralelamente, outros 140 atendimentos foram destinados a pessoas em monitoramento eletrônico, fortalecendo o acompanhamento de apenados que cumprem medidas fora do ambiente prisional.
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Os atendimentos fazem parte do trabalho desenvolvido pelas equipes de Atenção Básica que atuam nas unidades prisionais gaúchas, conforme as diretrizes da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP). O programa garante o acesso da população carcerária aos serviços do SUS, promovendo ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento em diversas áreas da saúde.

No Rio Grande do Sul, a Polícia Penal contabilizou 283.856 atendimentos em saúde no primeiro semestre deste ano, realizados por 63 equipes de Atenção Básica distribuídas em 55 estabelecimentos prisionais.
Segundo a diretora do Departamento Técnico e de Tratamento Penal (DTTP), Rita Leonardi, a assistência em saúde no sistema prisional é um trabalho contínuo e integrado.
“A saúde prisional exige um trabalho contínuo, integrado e planejado. Nosso objetivo é garantir que a assistência em saúde acompanhe toda a trajetória da pessoa privada de liberdade, com ações que promovam qualidade de vida, reduzam riscos e fortaleçam a articulação com a rede pública de saúde. Esse trabalho contribui não apenas para o bem-estar da população custodiada, mas também para a saúde coletiva e para uma gestão prisional mais qualificada”, afirmou.
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Vacinação e prevenção
Além dos atendimentos clínicos, a Polícia Penal mantém campanhas permanentes de vacinação em parceria com as secretarias municipais de Saúde. No primeiro semestre de 2026, mais de 31 mil pessoas privadas de liberdade foram imunizadas contra a Influenza em todo o Estado.
A instituição também realiza testagens rápidas para HIV, sífilis e hepatites B e C, especialmente no ingresso de novos custodiados, durante campanhas de saúde e em situações de indicação clínica. Os casos com resultado positivo são encaminhados para tratamento e acompanhamento pela rede pública de saúde.
Saúde mental em expansão
A ampliação do atendimento em saúde mental também integra as ações da Polícia Penal. O fortalecimento das equipes multidisciplinares, aliado à contratação de novos profissionais especializados por meio de concursos públicos, busca qualificar a assistência psicológica e psiquiátrica nas unidades prisionais.
A instituição também promove capacitações permanentes para os profissionais da área, seguindo as diretrizes da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade e da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.
Em Alegrete, os números demonstram que o atendimento psicológico foi uma das principais demandas do sistema prisional no primeiro semestre, representando quase um terço de todos os procedimentos de saúde realizados na unidade.

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