Os dois foram posteriormente adotados e, já adultos, passaram a buscar informações sobre a própria origem e a identidade do pai biológico.
A procura chegou ao PAT, por meio de Zilda Regina de Paiva. Ela contou que não possui muitas informações sobre o homem, principalmente porque era criança na época dos acontecimentos. O que sabe foi reconstruído a partir das informações que permaneceram na família ao longo dos anos.
Segundo Zilda, sua mãe teria conhecido Júlio, chamado de Julião, em São Paulo, na região de Interlagos, entre aproximadamente 1975 e 1978. Na época, ele trabalharia como caminhoneiro e teria passado pela região em razão das viagens que realizava. Do relacionamento nasceram dois filhos, que posteriormente foram adotados.
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A família agora tenta localizar o homem ou pessoas que possam ter informações sobre ele. Uma das poucas referências existentes é justamente o apelido “Julião” e a possibilidade de que ele tivesse ligação com Alegrete, onde teria sido conhecido como caminhoneiro. A esperança é que antigos conhecidos, familiares, colegas de profissão ou pessoas que tenham convivido com ele possam reconhecer a história e ajudar a estabelecer uma ligação com a família.
“Eu não tenho muita informação. Só sei que o nome dele era Júlio, mais conhecido como Julião, e era caminhoneiro de Alegrete”, relatou Zilda ao PAT.
A busca tem um significado especial para os dois irmãos. De acordo com o relato, eles querem conhecer a própria história e descobrir quem é o homem que pode ser seu pai biológico. A mãe, que poderia fornecer outras informações sobre o relacionamento e sobre Júlio, já faleceu, o que tornou a procura ainda mais difícil.
Zilda, que é irmã dos dois homens, acredita que a passagem do tempo e a escassez de informações podem dificultar a localização. Ainda assim, decidiu recorrer à comunidade de Alegrete por acreditar que a memória de uma cidade pode ajudar a preencher lacunas que permaneceram durante décadas.
“Como é uma cidade onde quase todo mundo conhece quase todo mundo, pode ser que alguém tenha conhecido um caminhoneiro chamado Julião”, explicou.
O PAT publica a história na tentativa de encontrar pessoas que possam reconhecer o nome, o apelido ou a trajetória de um caminhoneiro chamado Júlio, conhecido como Julião, que tenha alguma ligação com Alegrete e que tenha trabalhado ou viajado para São Paulo, especialmente para a região de Interlagos, entre a segunda metade da década de 1970 e os anos seguintes.
A intenção da família é encontrar informações, não expor ninguém. Qualquer pessoa que reconheça a história ou tenha conhecimento sobre um Júlio, conhecido como Julião, que possa corresponder às características relatadas pode entrar em contato com Zilda pelo telefone (11) 96369-6140. Informações que possam ajudar a estabelecer a identidade e o paradeiro do homem serão encaminhadas à família para que, posteriormente, possam ser verificadas

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