Fundada em 19 de outubro de 2007, a entidade foi idealizada pelo advogado Sivens Carvalho, pelo professor João Pedro Fernandes dos Santos, pela professora Cleonice Xavier e por outros militantes antirracistas. Com caráter científico e sociocultural, a associação tem como um de seus principais objetivos incentivar o ensino, a pesquisa e o desenvolvimento de ações educacionais voltadas à preservação do patrimônio histórico e cultural africano e afro-brasileiro.

Uma trajetória de compromisso com a educação e a igualdade racial
Nos primeiros anos de atuação, as reuniões da AFROLEAL eram realizadas na sede do Clube União Operária 1º de Maio, espaço historicamente ligado ao associativismo negro em Alegrete. Ao longo de sua trajetória, a entidade consolidou-se como um espaço de articulação de pessoas comprometidas com a valorização da cultura afro-brasileira, a educação antirracista e o enfrentamento ao racismo.
Atualmente, a associação reúne um grupo heterogêneo de integrantes unidos por esses ideais e tem Cleonice Xavier na presidência. Entre os marcos recentes de sua organização institucional está a atualização do Estatuto, realizada em 2025, que fortaleceu a estrutura da entidade e reafirmou seus objetivos.
Por meio de suas ações, a AFROLEAL busca ampliar o reconhecimento da contribuição da população negra para a formação histórica, social e cultural do município, além de incentivar práticas educativas que promovam o respeito à diversidade e o combate às desigualdades raciais.

O legado de Maria Terezinha Leal Santos
A história da entidade está diretamente associada ao legado de Maria Terezinha Leal Santos, educadora e militante do movimento negro que teve participação significativa na vida política e social de Alegrete.
Eleita em 1955, Maria Terezinha tornou-se a primeira vereadora negra do município, destacando-se por sua atuação na educação e na vida pública. Sua trajetória representa um importante capítulo da história local, simbolizando o protagonismo da população negra e a contribuição das mulheres negras para a construção da sociedade alegretense.
Ao levar seu nome, a AFROLEAL mantém viva a memória de uma mulher cuja atuação rompeu barreiras e contribuiu para ampliar a presença negra nos espaços de representação política e participação social.

19 anos de história e resistência
Ao completar 19 anos, a AFROLEAL reafirma seu compromisso com a preservação da memória, a valorização das contribuições históricas e culturais da população negra e a construção de uma sociedade mais justa, democrática e igualitária.
Sua trajetória integra os esforços de reconhecimento da história afro-brasileira em Alegrete e de fortalecimento da educação para as relações étnico-raciais, reafirmando a importância de preservar o passado, valorizar o protagonismo negro no presente e construir caminhos para um futuro livre de racismo e discriminação.
“Celebrar os 19 anos da AFROLEAL é reconhecer a importância da organização coletiva, da educação antirracista e da luta permanente por igualdade racial. É também reafirmar que a história e a cultura afro-brasileira são partes fundamentais da identidade e da memória do povo alegretense”, destaca a presidente Cleonice Xavier Lima.
Fotos: Cleonice Xavier Lima Fonte: Márcio Jesus Ferreira Sônego

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