Ensinar e ter amor às tradições são paixões da professora e patrona dos Festejos de Alegrete

A patrona do maior evento tradicionalista de Alegrete, professora e prenda Anita Marli Costa da Silveira, que vive na área rural do município é a tradução do amor à cultura gaúcha, que agora em setembro, tem uma expressão impar em cada rincão deste imenso Município.

Anita Marli Costa da Silveira, aos 72 anos, casada há cinquenta anos com o pecuarista Ciro Zacarias da Silveira, tem duas filhas e dois netos. Ela conta que aos quinze anos conheceu seu esposo e depois de cinco anos, entre namoro e noivado, que antes eram mais longos, casaram. Foi, a partir daí, que a Patrona do Festejos de Alegrete começou a participar das reuniões e dos eventos tradicionalistas ao lado do esposo.

Foi nessa convivência que o tradicionalismo passou a fazer parte da minha vida e, aos poucos, tornou-se também uma das minhas grandes paixões, salienta. Desde então, sigo envolvida e dedicada à preservação da nossa cultura e das nossas tradições.

Em 1984, iniciou sua trajetória como professora municipal na Escola Jorge da Silveira Pinto, no Vasco Alves, interior do município. Durante muitos anos, exerceu o magistério com dedicação, carinho e compromisso. Hoje, a professora aposentada, guarda com muito orgulho as experiências e os aprendizados dessa caminhada. Junto à paixão pelo ato de ensinar, era latente o amor pelo tradicionalism. Ao longo de décadas, participou de congressos, campereadas, Festejos Farroupilhas e concursos de prendas e peões, entre outras atividades.

Em 2019, diz que teve a honra de assumir como Patroa do CTG Amizade do Vasco Alves, função que exerceu durante quatro anos. Atualmente ela é presidente do Conselho Fiscal do Amizade do Vasco Alves e coordenadora do artesanato da Campereada Internacional de Alegrete, funções que desempenha com muito carinho e dedicação.

“Minha escolha como Patrona dos Festejos Farroupilhas foi uma grande honra e motivo de muita emoção. Fui indicada pelo prefeito municipal, pelo coordenador dos Festejos Farroupilhas e pelos patrões dos CTGs. Recebi essa homenagem com muita gratidão, por representar o reconhecimento de tantos anos de dedicação ao tradicionalismo. Hoje, olhando para minha trajetória, sinto orgulho de tudo o que construí ao lado da minha família, na educação e no tradicionalismo. Acredito que preservar nossas tradições é manter viva a nossa história, nossas raízes e os valores que queremos deixar para as próximas gerações”.

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