Homem se apresenta à polícia e confessa ter jogado líquido que causou morte de mulher em Caxias do Sul

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Segundo a delegada Carla Zanetti, ele disse ser ex-companheiro da vítima. Instituto Geral de Perícias analisa substância que foi jogada para definir o que causou a morte.

O suspeito de jogar um líquido semelhante a ácido em uma venezuelana de 24 anos, que morreu após ter sido atingida na noite de quinta-feira (12), se apresentou à polícia em Caxias do Sul, na Serra, no fim da manhã desta sexta-feira (13).

Segundo a delegada Carla Zanetti, ele disse ser ex-companheiro da jovem e confessou o crime, mas não detalhou qual substância utilizou.

O Instituto-Geral de Perícias informou que está fazendo análises para saber que produto foi usado no ataque.

Ariana Victoria Godoy Figuera estava chegando em casa quando teve o rosto e parte do tórax queimados pelo líquido. O homem chegou até ela em um carro.

Em depoimento à polícia, o suspeito disse que teria tentado assustá-la, mas que a tampa do recipiente se soltou e o líquido foi projetado contra a jovem.

“Ele diz que não sabe o que jogou, pois trabalha com poda, com madeira. Não sabe o que pegou e levou [no carro]. Quando foi dar um susto, a tampa caiu”, descreve a delegada, de acordo com o depoimento do homem.

Segundo ela, os dois teriam morado juntos em Roraima antes de virem ao Rio Grande do Sul. A jovem teria chegado ao estado há cerca de cinco meses, e ele teria vindo um mês depois.

Ariana Victoria Godoy Figuera morreu após ser atingida por líquido — Foto: Arquivo pessoal

Ariana Victoria Godoy Figuera morreu após ser atingida por líquido — Foto: Arquivo pessoal

A Polícia Civil entrou com um pedido de prisão preventiva e aguarda a resposta da Justiça. O homem seguia detido prestando depoimento, por volta das 17h35.

A família informou que Ariana morreu por volta das 7h. Ela tinha dois filhos, uma menina de um ano e um menino de quatro anos.

Na ocorrência registrada na polícia, consta que o atendimento médico acionado após a vítima ter sido atingida estava demorando e, por isso, a família chamou um transporte por aplicativo para ir até uma unidade de pronto-atendimento. Da UPA, Ariana foi encaminhada para um hospital, onde morreu.

O Serviço de Atendimento móvel de Urgência (Samu) informou que não enviou uma ambulância porque a descrição dada pela família não aparentou ser de extrema urgência.

Fonte: G1


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