O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) ainda está concluindo sua pesquisa sobre a intenção de plantio para o ciclo 2026/2027, mas, segundo o presidente da autarquia, Alexandre Velho, as perspectivas já sinalizam uma redução de 5% a 10% na área cultivada com o cereal, que na última safra totalizou 891,9 mil hectares. Os dados finais serão apresentados durante a 49ª Expointer, de 29 de agosto a 6 de setembro de 2026, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

Se concretizada, a previsão de chuvas frequentes e intensas em razão do El Niño poderá atrasar a semeadura do arroz e comprometer o desempenho das lavouras. Essas áreas são irrigadas e dependem de boa luminosidade no verão, explica Velho.
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Preços baixos
Na avaliação do dirigente, apesar de terem esboçado uma reação, as cotações do arroz ainda são muito inferiores ao custo da lavoura. De acordo com o indicador Cepea/Irga-RS divulgado nesta quarta, o preço médio do arroz em casca (não processado), de R$ 70 a saca, atingiu em julho o maior patamar dos últimos 11 meses, refletindo um quadro de oferta baixa e demanda aquecida.
Em Alegrete são cultivados aproximadamente 48.344 hectares de arroz irrigado na safra mais recente (2025/2026), conforme dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). Até o momento, o 9º NAT do Irga em Alegrete não tem informações se devido aos efeitos do El Niño a área cultivada de arroz vai diminuir no município, que enfrenta os mesmos problemas que os demais orizicultores de outros municípios produtores de arroz no Estado

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