MICA completa 51 anos e inicia novo ciclo com revitalização de seu complexo cultural

Escola de Samba Mocidade Independente da Cidade Alta celebra trajetória de cinco décadas e prepara reabertura da quadra para marcar uma nova etapa

A história do Carnaval de Alegrete passa, inevitavelmente, pela Mocidade Independente da Cidade Alta. Nesta quarta-feira (23), a MICA completa 51 anos de existência, carregando consigo uma trajetória marcada pela presença na avenida, pela identificação com a comunidade da Cidade Alta e por uma coleção de conquistas que inclui 10 títulos no Carnaval alegretense.

Mais do que celebrar o passado, porém, a escola vive um momento voltado para o futuro. A diretoria trabalha na reorganização da entidade e na revitalização de seu complexo, em um movimento que pretende recuperar a estrutura física e, ao mesmo tempo, ampliar a utilização do espaço como ambiente de cultura, convivência e participação comunitária.

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A informação é do presidente interino da MICA, Eider Penna, que tem uma relação construída desde a infância com a escola. Cria da comunidade micaense, ele conduz, ao lado do vice-presidente Walter Martins, um processo que reúne ações de arrecadação, promoções e projetos destinados à recuperação e valorização da entidade.

Um dos principais passos dessa nova fase foi a conquista do direito de utilização do espaço onde está instalado o complexo da escola, por meio de um comodato de 10 anos firmado com o DAER. A partir dessa definição, a MICA iniciou um projeto de revitalização e restauração do local, que inclui a recuperação da quadra de ensaios e do salão social.

Para Eider Penna, o significado da conquista ultrapassa a recuperação de uma estrutura física.

“Completar 51 anos é uma emoção muito grande, principalmente para quem, como eu, é cria da MICA e conhece a importância que essa escola tem para a nossa comunidade. A conquista desse espaço, com um comodato de 10 anos, nos dá a possibilidade de olhar para o futuro e construir algo ainda maior.”

O presidente afirma que a proposta é fazer com que o complexo tenha utilização durante todo o ano e possa receber diferentes manifestações artísticas e culturais.

“Não queremos apenas recuperar uma quadra ou um salão social. Queremos transformar esse espaço em um ambiente multicultural, aberto à comunidade e às mais diversas manifestações artísticas e culturais.”

A revitalização também representa uma mudança na perspectiva de utilização do complexo. A intenção da diretoria é que o local deixe de estar associado exclusivamente ao período carnavalesco e passe a receber uma programação permanente.

Ensaios, apresentações, projetos culturais, encontros, eventos e atividades comunitárias estão entre as possibilidades projetadas para o espaço.

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“Nossa expectativa é que esse espaço se torne, cada vez mais, uma grande referência para a cultura da Fronteira Oeste. Queremos que aqui possam acontecer ensaios, apresentações, projetos culturais, encontros, eventos e atividades que envolvam a comunidade. A MICA tem uma história muito grande e queremos que esse espaço seja parte do futuro dessa história”, destaca Eider.

A nova fase da MICA terá um momento simbólico no dia 11 de outubro, a partir das 21h30min, quando a escola realizará a reabertura oficial de sua quadra. A programação também fará parte das comemorações pelos 51 anos da entidade.

A noite terá a participação de passistas, rainhas e da Bateria Explosão Azul, além de atrações e surpresas preparadas pela escola. Na sequência, a programação festiva contará com o grupo de pagode VPS, de Santa Maria.

A retomada da quadra representa um dos primeiros resultados visíveis do processo de recuperação do complexo. O espaço volta a ser preparado para receber a comunidade, os ensaios e os eventos da escola, enquanto a diretoria dá continuidade às demais etapas de revitalização.

Enquanto recupera sua estrutura, a MICA também começa a direcionar esforços para o Carnaval de 2027. A escola busca fortalecer sua organização, ampliar a participação da comunidade e preparar as condições necessárias para voltar à avenida com a força de sua tradição.

Aos 51 anos, a Mocidade Independente da Cidade Alta procura, assim, estabelecer uma ponte entre sua história e os próximos capítulos. São cinco décadas de sambas, desfiles, títulos, personagens e vínculos construídos com a comunidade.

Agora, a escola azul e branca trabalha para que seu complexo também possa representar esse novo momento: um espaço vivo durante todo o ano, aberto à cultura, à arte, ao encontro e à comunidade.

Uma história de 51 anos que, para a MICA, ainda está longe de chegar ao último desfile.

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