Operação Mezenga que investiga esquema de R$ 40 milhões prende seis pessoas em Alegrete

A Polícia Civil deflagrou, na madrugada desta terça-feira (11), a Operação Mezenga, com ações realizadas nos municípios de Santana do Livramento, Alegrete, Quaraí, Guaíba e Charqueadas. Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de prisão e 16 mandados de busca e apreensão, relacionados a investigações de crimes como lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A operação é coordenada pelo delegado Adriano Linhares e contou com a participação de aproximadamente 70 policiais. Também participaram das ações equipes da DRACO de Santana do Livramento e da Delegacia de Repressão à Lavagem de Dinheiro de Organizações Criminosas (DRLD-OC), de Porto Alegre.

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Em Alegrete, seis pessoas foram presas no bairro Renascer. As equipes também cumpriram mandados de busca e apreensão em pontos localizados na região da Zona Leste do município.

Outras quatro prisões ocorreram em Quaraí, uma em Santana do Livramento e outra em São Gabriel. Dois dos alvos já estavam recolhidos ao sistema prisional: um na Penitenciária de Charqueadas e outro em Guaíba.

Segundo o delegado Adriano Linhares, a Operação Mezenga representa uma nova etapa das investigações relacionadas ao grupo criminoso investigado desde 2021.

“Essa é outra fase da operação que tramita no Ministério Público, com ações do Rei do Gado. Agora agimos com prisões em relação à lavagem de capital, com a prisão dos indivíduos e bloqueios financeiros e patrimoniais dos envolvidos”, explicou o delegado.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações apontam que o grupo movimentou mais de R$ 40 milhões. A operação também prevê medidas de bloqueio financeiro e patrimonial contra os investigados.

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A ação ocorre na sequência de uma operação que teve como alvo um esquema milionário envolvendo negociações fictícias de gado e lavagem de dinheiro, com transações simuladas em propriedades rurais da região.

O delegado Adriano Linhares não descarta a possibilidade de que os fatos investigados na Operação Mezenga estejam relacionados ou representem um dos braços do esquema criminoso já identificado pelas autoridades.

Após as prisões, os investigados foram submetidos a exame de corpo de delito e, posteriormente, encaminhados para os procedimentos legais. Os presos em Alegrete devem ser encaminhados ao Presídio Estadual de Alegrete, onde permanecerão à disposição da Justiça.

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