Os estudos curiosos e contraditórios sobre a pandemia e o álcool

Infelizmente, o coronavírus continua nos atormentando.

Vinhos
Vinhos

É evidente que o número de mortes, no mundo, é menor em relação há dois anos, muito, em razão do processo vacinal e dos métodos de prevenção, como isolamento social e uso de máscara. Apesar de não estarmos no “ápice” da pandemia, a população precisa continuar com os cuidados redobrados, pois há casos que, mesmo vacinados, pessoas acabam contraindo o vírus e vindo a óbito.

Além disso, o surgimento de uma nova variante pode desencadear novas ondas, as quais acabam trazendo prejuízos humanos imensuráveis e problemas graves na economia das nações. Ao longo desses três anos de pandemia, cientistas têm realizado pesquisas para encontrar alternativas, além da vacina, para combater ou, ao menos, amenizar os impactos causados pela Covid-19.

Recentemente, um estudo conduzido por uma equipe de pesquisadores do Hospital Shenzhen Kangning, na China, e do Southwest Hospital, nos Estados Unidos, comparou o consumo de bebidas alcoólicas e o risco de contrair o novo coronavírus. Depois de avaliar os hábitos de 473.957 pessoas registradas em um banco de dados, constatou-se que 16.559 testaram positivo para o vírus. Os especialistas concluíram que o consumo de cerveja e cidra aumenta o risco de infecção em 28%.

Também, foi comprovado que o alto consumo de destilados tem relação com o maior risco de contrair a doença. Todavia, o estudo mostrou que consumir vinho tinto, vinho branco e champagne – um a quatro copos por semana – diminui em 8% o risco de contrair a Covid-19. Os fãs de vinho fortificado, por sua vez, têm motivo pra ficarem ainda mais felizes. De acordo com o estudo, o consumo dessa bebida pode levar a um risco 12% menor de infecção.

A proteção encontrada no vinho foi associada ao alto teor de polifenóis – compostos orgânicos presentes em várias plantas e frutas – como as uvas. Segundo os especialistas, o vinho poderia inibir o efeito do vírus causadores de gripes e infecções relacionadas ao sistema respiratório.

João Baptista Favero Marques

Se inscrever
Notificar de
guest
0 Comentários
Comentários em linha
Exibir todos os comentários