Polícia Federal e Ibama realizam operação de busca e apreensão de animais silvestres em Alegrete

A Polícia Federal, com o apoio do Ibama, deflagrou, na manhã de quinta-feira (14) uma operação com o objetivo de reprimir o tráfico de animais silvestres. Foram cumpridos, em Alegrete, três mandados de busca e apreensão. Na ação, as informações preliminares, são de que foram apreendidos celulares, documentos e computadores. Assim como, inúmeras aves, foram localizadas,  que serão avaliadas pelo Ibama quanto a legalidade das mesmas. Ainda não há informações sobre as espécies, locais e autuações. Dentre as regiões da cidade, o bairro Vila Grande foi um dos que estavam na rota dos policiais.

A Lei Ambiental 9.605/98 e Decreto nº 3.179/99, artigo 29, impõe sanções para os traficantes e infratores, com detenção de seis meses a um ano, e multa para quem transportar ou comercializar animais silvestres sem a devida permissão.

O tráfico de animais é o comércio ilegal de animais silvestres que são retirados da natureza.

Esta é uma atividade ilícita que ocorre em todo o mundo. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), somente o tráfico de drogas e de armas gera mais dinheiro ilegal que o tráfico de animais.

Tipos de tráfico de animais:

O tráfico de animais silvestres ocorre para atender a diferentes públicos e fins. Dessa forma, considera-se que existem quatro tipos de tráfico de animais.

  • Para colecionadores particulares: os animais mais solicitados para este tipo de tráfico são os animais em extinção e, quanto mais raro, maior o valor no mercado ilegal. A arara-azul é uma das espécies mais caras.
  • Para fins científicos: também conhecida como biopirataria, este tipo de tráfico tem como objetivo utilizar os animais traficados para fins científicos.
  • Para venda em pet shop: este tipo de tráfico é motivado de acordo com a demanda, onde estabelecimentos comerciais estimulam a compra e venda ilegal de animais silvestres.
  • Para produção de subprodutos: para este tipo de tráfico, os animais são utilizados na fabricação de adornos e artesanato, sendo que as penas, couro, pele e presas são comercializados de forma ilegal.

 

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